Nota inicial: Publicamos a seguir manifesto conjunto da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária e da Alvorada do Povo pelo Passe livre.
Basta de repressão contra as massas em luta!
Rebelar-se é justo!
No início de 2025, os governos de sete capitais estaduais anunciaram o aumento das tarifas do transporte público: Natal, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, o que adiciona ao histórico de “reajustes” e incrementa a condição de carestia das massas num país de capitalismo burocrático em crise. Em resposta, protestos eclodiram, reprimidos pela polícia, mas centrados na revogação do aumento e na instauração do passe livre, o qual simboliza uma demanda antiga e crucial para os trabalhadores brasileiros.
A tarifa do transporte público é historicamente uma ferramenta para o velho Estado de grande-burgueses sugar o dinheiro das massas que dependem principalmente dos ônibus e trens das cidades para se locomoverem entre lar e trabalho no dia a dia. Quando as máfias do transporte aumentam o preço da passagem, revela-se uma situação de crise para elas e todo o capital burocrático-comprador, cuja resposta, na concepção das classes dominantes, sempre é fazer com que o povo pague pela podridão de seu sistema.
Em São Paulo, a primeira tarifa valendo em real foi de R$ 0,50 em 1994, mas a aplicação do Plano Real, do qual a mudança na moeda resultou, provou-se um tapa-buraco muito passageiro, pois a passagem já custava o dobro passados 4 anos. Houve aumentos num ritmo de um aumento por ano aproximadamente, mediados por esquemas eleitoreiros, em que a chapa no poder evitava ou promovia aumento antes ou depois da campanha eleitoral de modo a projetar-se ou derrubar a aprovação do adversário. A revolta nas jornadas de junho e julho de 2013, decerto, conteve a política econômica de carestia. Os aumentos foram revertidos em capitais importantes, como as de GO, RS, RJ, e SP.
Ainda assim, a tendência de crise do capital burocrático do país tem arrastado as massas à miséria e imposto a inflação dos preços também na área do transporte. A passagem é de R$ 6,90 nos ônibus de Florianópolis e de R$ 7,90 na rede metroferroviária do Rio de Janeiro. Aos poucos, os preços inflam e oprimem as massas, tal qual um pesado fardo preso às suas costas, afinal, mesmo que a lotação do carro seja levada ao limite físico, o brasileiro médio não tem uma opção viável financeiramente no longo prazo que não seja se enfiar para dentro da porta. A revolta é diária e se acumula com as demais injustiças cotidianas: as rondas e revistas repressivas da polícia, a superexploração do trabalho proletário e semiproletário, a opressão dos monopólios contra a pequena burguesia e os preconceitos que o monopólio da mídia e os políticos cultivam para dividir o povo, entre outros sinais da condição histórica e econômica da nação.
Justamente esse conjunto de demandas foi o motor da grande revolta das jornadas de junho e julho de 2013.
Para enfrentar os ataques do capital financeiro imperialista, que condiciona a nação a dependência e saqueio constantes desde a colonização e do qual são submissas as classes dominantes locais, é preciso a luta popular, combativa, e revolucionária, de modo a unir as classes oprimidas do país em torno de um combate consequente e destemido visando derrubar de seu trono sangrento o imperialismo principalmente ianque e seus lacaios aqui assentados: o latifúndio e a grande burguesia. Em outra perspectiva, para que o povo comande sua própria nação e que seus interesses estejam assegurados, incluindo uma rede de transporte democrática, acessível e da mais alta qualidade possível, há de se destronar aqueles que, a fim de se enriquecer, nos exploram e nos expõem à humilhação cotidiana dos ônibus demorados e superlotados.
O exemplo a se seguir está na iniciativa das massas independentes que, dotadas de muita combativade, vão às ruas impor suas demandas e enfrentar as tropas do velho Estado semicolonial. Um trabalhador fervendo de revolta, que vem de sua experiência sensível, vale por mil dessa falsa esquerda oportunista, que não se atrevem sequer a denunciar as abordagens da Polícia Militar contra manifestantes durante os atos.
Urge aos verdadeiros democratas e revolucionários rechaçar a prática oportunista, guiada pela linha política que prega confiança total e dependência nas instituições do velho Estado, e assumir uma postura combativa e consequente para que se imponham os interesses das massas. A luta pelo passe livre deve estar vinculada à luta pela emancipação da nação, assim pautando também o combate à repressão policial; o fim do genocídio histórico contra os povos negro e indígena; a revolução agrária dos camponeses contra o latifúndio; a emancipação da mulher trabalhadora; a defesa do direito à educação pública; a melhora das condições de trabalho, principalmente com o fim da escala 6×1; e enfim a libertação do povo brasileiro através da Revolução de Nova Democracia.
VIVA A JUVENTUDE COMBATENTE!
VIVA AS JORNADAS DE JUNHO E JULHO DE 2013!
COM A LUTA COMBATIVA CONQUISTAR O PASSE LIVRE PARA TODO O POVO!
REBELAR-SE É JUSTO!
Alvorada do Povo
Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária
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