Reproduzimos publicação da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária.
Manifestantes se reuniram no Brás, centro de São Paulo, na última sexta-feira (11/07) exigindo justiça pelo brutal assassinato do trabalhador senegalês de 34 anos, Ngange Mbaye pelas mãos da Polícia Militar. O ato marcou a data de 3 meses do assassinato covarde (acesse aqui a nossa nota sobre o ocorrido).
A manifestação partiu do Largo da Concórdia e percorreu as ruas do Brás, reuniu dezenas de manifestantes, entre vendedores ambulantes, membros da comunidade senegalesa, estudantes, ativistas dos direitos humanos e movimentos de luta por moradia. A Polícia Militar agiu com presença ostensiva, impondo um cerco à manifestação, sinal claro de tentativa de intimidação, ao que os manifestantes responderam com combativas palavras de ordem como: “Chega de chacina, PM assassina!” e “Fora batalhão! Aqui não tem ladrão”, além de outras como “Justiça” também foram ouvidas. Uma faixa da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária com os dizeres: “Justiça por Ngange Mbaye! Rebelar-se é Justo!” pôde ser vista à frente do contingente de manifestantes durante todo o ato.
No carro de som, diversos vendedores ambulantes denunciaram as precárias condições de trabalho que se encontram e o tratamento brutal dado por parte do velho estado, que “já chega batendo e xingando palavrões”, conforme denunciou um trabalhador senegalês. Outro ambulante, colocou em sua fala que a única reivindicação do ato era a de justiça por Ngange Mbaye, que há 90 dias havia sido assassinado e até agora, nenhum dos responsáveis havia sido preso. Outro camelô denunciou que “o estado é feito para matar os pobres, a polícia só serve para matar nossos irmãos” e que “não se deve ter nenhuma esperança de solucionar os problemas via projetos de lei, só manifestações e trancamentos das ruas com barricadas poderiam trazer justiça”.
Um representante da UV-LJR denunciou ativamente a política de genocídio imposta aos pobres no campo e nas favelas, principalmente pretos, pelo velho estado brasileiro e a conivência dos gerenciamentos oportunistas como genocídio do povo, apontando o caminho da luta combativa como o único possível para se opor e levantar uma vigorosa campanha em defesa dos direitos do povo.
No encerramento, os manifestantes colocaram a necessidade de continuar mobilizando pela punição dos responsáveis e prometeram novas mobilizações até que a justiça por Ngange Mbaye seja feita.
Reafirmamos o chamado final da nossa nota publicada no dia 14 de abril de 2025:
“Nós da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária, temos denunciado ativamente esses crimes cometidos contra o povo, e seguiremos ativamente na campanha pelo fim das chacinas contra o povo pobre e preto em todo o Brasil. Convocamos a toda juventude democrática e revolucionária a tomar parte ativa nessa campanha, além da denúncia necessária e mobilização ativa, junto aos familiares dos trabalhadores e trabalhadoras assassinados (as), o povo tem todo o legítimo direito de se defender das forças de repressão do velho Estado da forma que achar necessário. Uma vez mais e mais alto do que nunca devemos erguer a bandeira do rebelar-se é justo.”
Todas as imagens dessa publicação são do fotógrafo Lucas Martins publicadas em sua página do instagram “lucasport01”.
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