Saudamos a todos jovens, estudantes, professores, democratas e revolucionários por essa importante vitória contra o avanço da reação contra o ensino público, gratuito e a serviço do povo. Reproduzimos aqui a nota da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária.
O governo Zema/NOVO tentou, sem sucesso, militarizar 700 escolas de Minas Gerais, através do Programa de Escolas Cívico-militares e recebeu um sonoro “Não!” como resposta! Apesar de toda propaganda que tentava embelezar o programa fascista, estudantes, professores e pais se mobilizaram em todo o estado contra o programa, obrigando o governo a recuar!
A Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária, saúda toda a mobilização, principalmente dos estudantes, no estado de Minas Gerais que barrou o processo de militarização das escolas. Milhares de pessoas se mobilizaram em defesa da escola pública, gratuita e livre — sem a presença de policiais vigiando nossa liberdade de pensamento e organização. Em diversas regiões do estado, ocorreram protestos, panfletagens e atos de resistência. Mesmo diante das tentativas de intimidação por parte de grupos bolsonaristas, os estudantes os derrotaram se mantendo firmes em defesa de nossa escola!
Em Vespasiano, região metropolitana de BH, foi criada uma Frente contra a Militarização das Escolas Públicas, que realizou uma série de atividades de conscientização dos estudantes, e está lutando para barrar a implementação das escolas cívico-militares na cidade. Seis escolas estaduais da cidade foram escolhidas para serem “consultadas”: EE Machado de Assis, EE Maria da Piedade Fonseca, EE José Gabriel de Oliveira, EE Deputado Renato Azeredo, EE Padré José Senabre, EE Maria das Graças Cruz.
Na EE Machado de Assis, localizada no centro de Vespasiano, em plena campanha eleitoral do Grêmio Estudantil, ambas as chapas presentes no processo se posicionaram contra as escolas cívico-militares. Em todos os debates, as duas chapas explanaram os problemas que as escolas cívico-militares trariam, e não seriam os policiais militares que resolveriam os problemas da escola, mas sim a comunidade escolar. A consulta à comunidade ocorreu no dia 5 de Julho, e com ampla maioria, foi rechaçada a entrada da Escola no programa anti-povo do governo Zema.
Na EE Maria da Piedade Fonseca, a Frente organizou panfletagem denunciando aos alunos a intenção de transformar a escola em cívico-militar. Esta escola está localizada em um bairro periférico da cidade de Vespasiano, o Morro Alto, e o rechaço à presença de policiais militares na escola foi grande. A Frente interviu em uma reunião com os pais e foi bem vista pela comunidade escolar. 100 panfletos foram distribuídos.
Na EE Padre José Senabre, a Frente contra a Militarização da Escola realizou passagem em salas, oficina de cartazes, e panfletagem de 200 cópias de um documento assinado pela Frente. Alguns professores, irritados com a postura altiva dos estudantes, acusaram de baderna, e disseram ter “ideologia política” envolvida no debate.
Na EE José Gabriel de Oliveira, a Frente derrotou a mobilização fascista promovida pelo Dadson Fial (ex candidato à prefeito em Vespasiano pelo PL em 2024), que tentou intimidar a Frente: Em vão! Os estudantes seguiram firmes e a votação ilegal (não deixaram estudantes de 14 e 15 anos votarem) foi barrada.
Além disso, vários companheiros e companheiras participaram da votação contra a entrada escola ao programa de escolas cívico-militares. Na votação, companheiros nossos foram gravados e um dos professores da escola, defensor das escolas cívico-militares, ameaçou chamar a polícia caso insistíssemos para que deletasse o vídeo do seu telefone. Uma bela amostra do que será a “democracia” das escolas cívico-militares. Se você concorda, tudo certo. Se discorda, é polícia pra botar ordem! Por fim, depois de um processo bastante antidemocrático, aligeirado, e com pouco espaço para a discussão, a escola votou favoravelmente à entrada no programa de escolas cívico-militares, mesmo sem grande parte dos estudantes poderem participar da votação. (Apenas estudantes com 16 anos ou mais poderiam votar).
É o nosso compromisso: Não vamos ficar parados enquanto sucessivos governos vem dar como “solução” colocar policias nas escolas enquanto cortam as mínimas verbas que garantem o funcionamento das escolas! Não vamos ficar parados enquanto tentam cercear o pensamento crítico nas escolas com seu obscurantismo! Vamos derrotar parte por parte toda horda fascista que tentar atacar nossa escola! Queremos uma e
scola livre, democrática e a serviço do nosso povo!
Comando Nacional da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária
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