Na manhã do dia 5 de maio, o Coletivo Mangue Vermelho realizou uma intervenção de propaganda da Revolução Agrária e exigência da reintegração de posse para os posseiros de Barro Branco-PE, durante a Aula Magna na Concha Acústica Paulo Freire da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
O evento tinha como convidado de “honra” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que receberia o título de Honoris Causa pela instituição e após realizaria a Aula magna. Este mesmo elemento estava na programação da aula magna do ano passado, mas devido a grande mobilização dos estudantes e trabalhadores da educação durante a greve nacional, este fugiu com desculpas de estar com problema de saúde no dia. A verdade é que sabia que seria humilhado por estudantes e trabalhadores da universidade.
Os estudantes interviram no evento com uma grande faixa vermelha com a seguinte consigna: “VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA MORTE AO LATIFÚNDIO COLETIVO MANGUE VERMELHO” e dois cartazes que diziam: “Cadeia já para Guilherme Maranhão, justiça para Ana Cecília” e “Todas as terras para o povo de Barro Branco já!”. Assim que o Coletivo se colocou na frente da Concha Acústica, foram cercados por seguranças tercerizados, policiais civis e agentes de segurança do governo que usaram repressão física contra os manifestantes, sendo impedidos de se dirigirem ao centro do espaço. Segundo o coletivo, um segurança empurrou uma militante e afirmou que se queriam protestar que fosse “ali” apontando para o canto direito da frente do palco, além do relato de toques físicos intimidadores com outros ativistas que ficaram sendo segurados pelos seguranças durante todo ato. Tal intimidação não impediu o protesto de acontecer, mesmo cercados pela repressão, os estudantes continuaram firmes, entoando palavras como:” ” É TERRA PRA QUEM NELA TRABALHA E VIVA AGORA E JÁ A REVOLUÇÃO AGRÁRIA” e denunciando os crimes cometidos contra o povo de Barro Branco, em Jaqueira-PE, pela Agropecuária mata sul e Guilherme Maranhão.
De início, a Reitoria prosseguiu com o evento numa tentativa de ignorar os manifestantes, observando que a manifestação estava sendo muito bem recebida pelos estudantes que estavam presentes no evento, prestando atenção no ato, aplaudindo em peso e gravando o ato nos celulares.
A Reitoria observou que o mais estratégico seria deixar os estudantes finalizarem o ato sem interrupções para não gerar mais contradição com os estudantes. O Coletivo realizou um jogral que denunciava os crimes cometidos pela Agropecuária Mata Sul e exigia a desapropriação imediata das terras de Barro Branco.
Em jogral os manifestantes fizeram coro: ” Estamos aqui hoje, em denúncia a Agropecuária Mata Sul e o canalha Guilherme Maranhão que vem atacando o povo de Barro Branco junto à uma horda paramilitar da extrema-direita, o Invasão Zero. Pistoleiros atacaram camponeses e estudantes, inclusive a estudante de pedagogia Ana Cecília que foi baleada durante esse confronto. Estamos aqui hoje para exigir a desapropriação imediata das terras de Barro Branco e todas as terras para o povo!” e finalizaram com as palavras de ordem: “É TERRA PRA QUEM NELA TRABALHA E VIVA AGORA E JÁ A REVOLUÇÃO AGRÁRIA”, “CONQUISTAR A TERRA DESTRUIR O LATIFÚNDIO” os manifestantes foram bastante aplaudidos pelos estudantes presentes, que mesmo não conhecendo as palavras de ordem, faziam questão de aplaudir no ritmo das palavras de ordem entoadas.
O Coletivo Mangue Vermelho reforça o chamado para todos as forças da corrente democratica-revolucionaria do Movimento Estudantil a se somarem na campanha de propaganda da revolução agrária em curso, conclamando a usarem cada vez mais formas de propagandas mais ousadas e chamativas.
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