Em uma nova onda de ataques aos estudantes e espaços estudantis da UnB liderada pelo bolsonarista galinha-verde Victor Jansen e seus lacaios, o grupelho de extrema-direita, composto de alucinados que nem estudantes da UnB são, atacou espaços de convivência como do Diretório Acadêmico de Comunicação (DACOM) e do Centro Acadêmico de Artes Visuais (CAVIS), assediando estudantes e mesmo agredindo-os, tudo para suas filmagens sensacionalistas e mentirosas, único meio encontrado pelo rato do Jansen para conseguir alguma popularidade nos esgotos da extrema-direita, na busca de conquistar seu sonho de ter uma cadeira no parlamento burguês.
Quanto às propagandas estudantis, as que mais indignaram a esses canalhas foram as bandeiras palestinas e a defesa da Gloriosa Guerrilha do Araguaia. Como era de se esperar, tudo que cheira a povo lhes causa náuseas, e a luta de libertação dos povos das correntes do imperialismo é uma grande ameaça para aqueles que ganham sua vida servindo como cachorros aos mandos do imperialismo, principalmente ianque, nas colônias e semicolônias.
Mas quando o inimigo nos ataca, é bom, e não ruim. A queima das desprezíveis bandeiras do imperialismo norte-americano e do nazi-sionismo pelos estudantes causou horror à extrema-direita, e foi recebida com grande ânimo entre os estudantes. O nazi-sionismo é já hoje odiado pelos povos do mundo inteiro, e a Resistência Nacional Palestina um exemplo para todos os povos oprimidos do mundo de que a luta armada é o caminho para a libertação, e que o imperialismo é um tigre de papel, que mesmo as maiores forças armadas do planeta perdem para os exércitos do povo.
No Brasil, o centro da luta anti-imperialista, de libertação nacional, encontra-se na luta pela terra, questão até hoje não resolvida em nosso país, e esse caminho é trilhado principalmente pelos camponeses, quilombolas e indígenas, os palestinos do Brasil, que, atendendo ao chamado da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), realizam sua autodefesa contra o latifúndio, e levam a cabo uma Revolução Agrária no país, destruindo o latifúndio parte por parte, e criando áreas revolucionárias onde quem manda é a Assembleia Popular, conformada pelos moradores, e não o velho Estado burguês-latifundiário, sendo essa a primeira fase da revolução de Nova Democracia, ininterrupta ao socialismo. E por isso é no ataque à causa palestina e no campo e em defesa do latifúndio que a extrema-direita mais mostra a sua cara.
Em resposta a isso, cabe a nós, enquanto estudantes, levantar cada vez mais alto essas bandeiras, sem medo dos ataques covardes desses e outros grupelhos que aparecerão. Como covardes que são, desistiram de suas manifestações pelo momento, pois não conseguiram levar a frente seus planos de entrar numa universidade que não estudam acompanhados das forças repressoras do Estado. Entraram em contradições internas pois esse mesmo Victor Jansen, temendo a autodefesa dos estudantes organizados, preferiu romper com a própria organização e deixar seu ato na UnB para ir chorar pitangas na CLDF. O próprio Wilker, que manteve a tal manifestação, bastou os estudantes colocarem músicas com direitos autorais, impedindo-o de postar seus vídeos, e de confrontá-lo com palavras que sua moral já caiu o suficiente para voltar para a seu buraco.
Vemos no país inteiro que a coragem da extrema-direita está direcionada a papéis na parede e estudantes isolados que são intimidados, enquanto são covardes frente a qualquer organização dos estudantes, por menos combativa que seja. Por isso, cabe aos estudantes, CAs e DAs organizarem sua autodefesa de forma combativa e independente, para impedir o assédio, as provocações e as agressões, se preparando para responder de forma superior aos ataques.
Não devemos confiar na burocracia universitária. Basta lembrar que no início do semestre, a nova REItora Rozana, que tanto prometeu e já tão pouco cumpriu, criminalizou mais aos estudantes que aos invasores de extrema-direita, chegando a fazer acordos com a polícia para ter acesso às câmeras de segurança dos arredores da UnB, para monitorar e mapear os estudantes, com a desculpa de suspeita de que estivessem armados, sendo que quem estava de fato com armas brancas em seus carros foram os próprios bolsonaristas, como comprovado pelas investigações de seus grupos de mensagens.
Também não cabe aos estudantes confiar no velho movimento estudantil, representado na região pelo atual DCE, em especial suas principais correntes, Juntos-Correnteza/UJR, que enviou aos atos antifascistas um ou dois militantes só para fingir participação, enquanto de fato agia para desmobilizar a luta estudantil que se formava. Buscou criar uma própria frente antifascista que estivesse sob seu comando e levou a frente algumas pequenas mobilizações, principalmente pelo rebaixamento do preço do RU, mas que cessaram assim que passaram as votações de delegações para o CONUNE, demonstrando que essa era a intenção de sua mobilização acima do normal: conseguir votos.
Demonstra-se o que de fato se tornou a UNE: um organismo inimigo dos estudantes, que propaga o imobilismo em todas suas correntes, as majoritárias e a “oposição”, onde o único foco é ganhar cargos e dinheiro para manter as velhas políticas estudantis, nunca de fato lutando pela conquista dos direitos democráticos dos estudantes e mesmo rebaixando a defesa das pautas estudantis, servindo apenas como defesa, aberta ou velada, do governo de coalizão direitista de Luiz Inácio, que serve ao latifúndio e ao imperialismo, e não ao povo e aos estudantes. Cadê a luta contra o “Novo” Ensino Médio e as contrarreformas? Onde foi parar a luta pelo co-governo estudantil? E a defesa da Resistência Nacional Palestina, principalmente de sua justa luta armada, é organizada pelos imobilistas da UNE ou pelas organizações independentes?
Já o dissemos e repetimos: a desmobilização dos estudantes e o ascenso da extrema-direita bolsonarista no movimento estudantil é culpa principalmente do oportunismo, que troca toda luta séria dos estudantes por acordos a portas-fechadas com a REItoria e serve de lacaios dessa corrompida e podre UNE, que nada serve aos estudantes. A luta contra a extrema-direita sem a denúncia do oportunismo são meras palavras ao vento. Cabe aos estudantes se organizarem de maneira independente e combativa, para levar a cabo as lutas estudantis e a defesa irrestrita das mais elevadas lutas no mundo e em nosso país. Apenas assim barraremos a extrema-direita, como se comprovou no início do ano, e se comprovará novamente, quantas vezes for necessário!
DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA COM UNHAS E DENTES!
VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA PALESTINA!
MORTE AO LATIFÚNDIO!
VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!
Coordenação Regional do Distrito Federal, Agosto de 2025.
