O Coletivo de Base – Honestino Guimarães (CB-HG) realizou diversas atividades em defesa da Revolução Agrária no mês de julho na UnB em conjunto com a coordenação regional do MEPR. Ao total, ambas organizações em conjunto realizaram cinco panfletagens, com mais de 500 panfletos entregues, denunciando os ataques do latifúndio no país e exaltando a autodefesa dos camponeses e a Revolução Agrária em curso no país. Além disso, foi estendida uma faixa na entrada do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte em defesa da Revolução Agrária.
Ocorreram ainda duas agitações em frente ao Restaurante Universitário com megafone e uma faixa feita pelos estudantes do CB-HG que diz “Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária!”. Nessas agitações, os estudantes propagandearam que a luta pela terra é um tema que, apesar de central no Brasil, segue sendo apagado nas universidades que, especialmente nas cidades, fingem não haver luta pela terra no país. No entanto, mesmo em Brasília, na capital do país, há forte luta pela terra, travada pelos camponeses e indígenas, como a tentativa de desocupação do território indígena dos Boe-Bororo no carnaval e, posteriormente, dos Guajajara, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), no qual as forças repressoras do Estado foram expulsas e escurraçadas do território pela luta combativa dos próprios indígenas. Ambas as lutas não foram denunciadas pelo oportunismo ou tiveram sequer apoio da universidade ou dos movimentos estudantis oportunistas.
Além disso, foi realizado um cinedebate pelo MEPR, com apoio do CB-HG, no dia 04/07, do filme “Cabra Marcado Para Morrer” no Centro Acadêmico de Geografia (CAGEA). Após o filme, os estudantes discutiram a questão da luta pela terra no país e a Revolução Agrária em curso. Uma das companheiras afirmou ser necessário “manter viva a luta pela terra na universidade. Os camponeses são os palestinos do Brasil. O mesmo imperialismo que ataca a Palestina, ataca os camponeses em nosso país. Mas o povo não para de lutar enquanto sua luta for justa. Em Brasília, foram as mulheres Boe-Bororo que tomaram a linha de frente na defesa contra a polícia, demonstrando a força das mulheres na luta das massas, e que apenas com as mulheres incorporadas na luta é possível ao povo triunfar”.
Os estudantes também estudaram o texto “Nosso Caminho” da Liga dos Camponeses Pobres, além de textos do jornal A Nova Democracia que elucidam acerca da luta pela terra no Brasil. E se comprometeram a seguir levantando alto essa grande causa, com novas ações a serem levadas a cabo nos próximos meses, como parte da campanha de defesa da Revolução Agrária.

