Tradução não-oficial de publicação realizada no Heraldo Rojo.
Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em dezenas de cidades na Itália na segunda-feira 22 de setembro, bloqueando estradas, portos, estações de trem, escolas, etc. Os sindicatos Unione Sindacale di Base (USB), Confederazione Unitaria di Base (CUB), Sindacato Generale di Base (SGB) e Associazione Diritti Lavoratori (ADL) convocaram uma greve geral de 24 horas em solidariedade à Palestina, sob o lema “Bloqueemos Tudo”. Os organizadores afirmaram que “até meio milhão de pessoas se uniram a greve, parando 90% do transporte público e metade dos serviços ferroviários”.
A greve foi organizada depois que os trabalhadores portuários em Gênova prometeram apoiar a Flotilha Global Sumud ao ameaçar de impedir a saída de navios porta-contêineres que transportam mercadorias para israel. Na semana passada, os estivadores na cidade de Ravena negaram a entrada de caminhões que supostamente levavam armas destinadas a israel.
Os sindicatos criticaram a “inércia dos governos italiano e da UE”, exigiram do governo italiano que suspenda os acordos de cooperação comercial e militar com israel, e que proteja a Flotilha Global Sumud.
Dezenas de milhares de pessoas estiveram presentes nas mobilizações em Roma. Outras dezenas de milhares participaram das mobilizações em Nápoles, Florença, Bolonha, Ravena, Palermo, Turín, Bari, entre outras cidades. Os manifestantes pararam o trânsito em vários pontos do país, bloqueando as estradas ao redor de Roma, Bolonha, Nápoles e Florença, entre outras. Foram vistas bandeiras da Liga Antiimperialista (LAI) em várias cidades italianas junto com as bandeiras de Per La Democrazia Popolare.
Em Milão, mais de 50.000 manifestantes foram às mobilizações. Tiveram enfrentamentos ferozes entre os manifestantes pró-Palestina e a polícia. Ao menos 60 agentes de polícia saíram feridos, 23 dos quais foram hospitalizados, segundo informes policiais.
Os portos de Gênova e Livorno foram bloqueados pelos trabalhadores portuários. Os ativistas sindicais enfatizaram que seu objetivo é evitar que os portos italianos sejam utilizados para transportar armas ou equipamento militar destinado a Israel.
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