DF: A repressão não calará a solidariedade à Palestina!

Reproduzimos importante nota do CBHG, publicada em sua página do Instagram que pode ser acessada clicando aqui.

O Coletivo de Base – Honestino Guimarães (CBHG) vem a público com a mais veemente indignação e repúdio denunciar a arbitrária prisão de ativistas, incluindo um companheiro estudante de Pedagogia da Universidade Nacional de Brasília, ocorrida na terça-feira 07/10, durante o legítimo ato em frente à Embaixada Ianque em Brasília. A manifestação, que celebrava os dois anos da Operação Dilúvio deAl-aqsa e denunciava o apoio financeiro e político do imperialismo ianque ao genocídio perpetrado pelo estado nazissionista de “israel” contra o povo palestino, foi covardemente reprimida.

Este não é um incidente isolado. A prisão de três ativistas, sob a infundada alegação de porte ilegal de arma branca por um deles para justificar a repressão, escancara a contínua perseguição das forças de segurança do DF contra aqueles que ousam erguer a bandeira da Palestina. Tais ações evidenciam a postura de serviçais do imperialismo e dos interesses reacionários por parte da Polícia Militar do Distrito Federal.

A participação direta da Embaixada Imperialistas dos Estados Unidos na repressão é particularmente revoltante. Manifestantes denunciaram que um agente da Embaixada agiu como delator, fornecendo supostas informações aos policiais e indicando quem abordar, em um ato de pura criminalização e subserviência da PM aos interesses imperialistas. O alvo foi um ativista que portava uma Kufiya, um símbolo de resistência e identidade palestina, que o agente ianque tentou descaradamente taxar como um indicativo de manifestante violento. Essa interferência descarada é a prova cabal do papel do agente provocador e repressor que essa embaixada exerce em nosso território, instrumentalizando as forças policiais locais para proteger os interesses de Washington e do sionismo.

A prisão do estudante da UnB e dos demais ativistas é um ultraje que atinge todo o movimento estudantil e as forças progressistas. Essa truculência ecoa a mesma lógica de intimidação vista em outros episódios, como a perseguição e a tentativa de criminalização do embandeiramento palestino no Campus Darcy Ribeiro da UnB, onde a PMDF tentou nos intimidar com a desculpa de “buscar informações”, e na Câmara Legislativa do DF (CLDF), onde a Polícia Legislativa tentou criminalizar a bandeira palestina levantada por nós, perguntando se era “do Hamas” , e tentou identificar os nossos companheiros.

É preciso reafirmar: Lutar não é crime! O que está em jogo é o direito inalienável de manifestação e a defesa e solidariedade internacional contra a barbárie feita pelo nazissionismo e o imperialismo. O aparato repressivo desse velho Estado, atua como um braço de repressão a serviço da putrefata burguesia e das potências imperialistas, buscando calar a voz que denuncia o genocídio na Palestina e os crimes de guerra.

Nosso compromisso anti-imperialista e com a juta luta do povo palestino seguirá de pé, apesar das intimidações e tentativas de criminalização. Seguiremos erguendo a bandeira da resistência, nas ruas, nas universidades e onde for preciso, enfrentando a repressão e a perseguição, seguindo o exemplo do povo palestino e demais massas em luta no mundo. As cadeias não deterão a juventude combativa! Conclamamos, estudantes, ativistas, operários, camponeses e demais massas em luta a cerrar fileiras contra a truculência policial, serviçal dos interesses antipovo.

Palestina Resiste! Palestina Triunfará!

Rebelar-se é justo!

MEPR

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