Reprodução A Nova Democracia.
Estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados UFGD) prestaram solidariedade contra os ataques ao povo Guaranis-Kaiowás em Guyraroká e Passo Piraju pelas hordas da Polícia Militar (PM) em conjunto com o Departamento de Operações de Fronteira (DOF).
A ação, que ocorreu no dia 25 de setembro, foi mobilizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pelo Centro Acadêmico (CA) TEKO e o Centro Acadêmico dos Estudantes de Pedagogia (CAPED).
Durante o dia, os estudantes do Teko Arandu, curso de Licenciatura Intercultural Indígena destinado a formação de professores indígenas, manifestaram-se a favor das retomadas e contra a ação de tentativas de despejos ilegais promovidas pelas forças repressivas do velho Estado.
Segurando seus mbarakás e pedindo apoio em sua língua original, os estudantes gritaram palavras de ordem em Guarani na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Segundo um estudante Guarani-Kaiowá: “a gente fez essa movimentação para dar apoio aos nossos parentes indígenas que estão na retomada Guyraroká e Passo Pirajú, que estão enfrentando Tropas de Choque entre fazendeiros e a DOF. Nós fizemos esse ato a favor do nosso território”.
Durante a noite, mais estudantes se reuniram para continuar a solidariedade em favor dos Guaranis-Kaiowás. Segundo representante dos estudantes: “O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFGD junto ao Centro Acadêmico (CA) Teko, Centro Acadêmico (CA) Pedagogia e os outros Centros Acadêmicos (CAs), vêm denunciar os violentos ataques que estão acontecendo nas retomadas em Dourados e região. A PM genocida do governador Riedel, que sem dó, envia Tropas de Choque para áreas de retomada contra mulheres e crianças desarmadas e que usa munição letal.”
Logo após, os estudantes ecoaram com vigor e decisão: “Nós viemos denunciar para que isso não aconteça mais. Viva as retomadas! Abaixo os ataques em Guyraroká e Passo Pirajú! Sangue indígena, nenhuma gota a mais! Viva as retomadas!”
A ação se soma a outras de estudantes democráticos por todo o Brasil em defesa dos povos e pobres do campo, contra a violência patrocinada pelo latifúndio e aplicada por bandos paramilitares e pelas forças de repressão do velho Estado.
Em abril, estudantes da UFBA, em Salvador, denunciaram os ataques contra os povos Pataxó e Pataxó Hãhãhãe, aplicados cotidianamente pelas forças paramilitares e policiais. Confirmando os vínculos do latifúndio baiano aos ataques rotineiros, paramilitares chegaram a confirmar receber entra R$ 500 e R$ 1000 para atirar deliberadamente contra indígenas, incluindo crianças, mulheres e idosos. O pagamento, por sua vez, veio diretamente do bolso do presidente da Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (AGRONEX), Mateus Bomfim.
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