Reprodução A Nova Democracia.
A Universidade Federal Fluminense (UFF) anunciou a suspensão do convênio firmado recentemente com a Universidade Ben Gurion (BGU), de “israel”, após pressão do movimento estudantil. A decisão veio na esteira de uma série de manifestações, apelidadas de “Semana Palestina”, com a abertura de um ato à frente do restaurante universitário e a ocupação no campus do Gragoatá, em Niterói (RJ), que exigia o rompimento imediato das relações institucionais com a universidade “israelense” e pelo fim do genocídio palestino.
A parceria entre a UFF e a BGU havia sido alvo de críticas desde o seu anúncio. A Bem Gurion University mantém parcerias estratégicas com o Ministério da Defesa de Israel e com grandes empresas do setor bélico, como Elbit Systems, Rafael Advanced Defense Systems e Israel Aerospace Industries, companhias envolvidas no desenvolvimento de armamentos utilizados em operações militares na Faixa de Gaza. A universidade também constrói um campus tecnológico militar com o objetivo declarado de fortalecer as capacidades operacionais do exército sionista.
Organizações de direitos humanos destacam ainda que a fundação da BGU, em 1972, esteve ligada à política de ocupação e militarização do deserto de Naqab, resultando na marginalização de comunidades beduínas palestinas nativas.
Entre a última segunda-feira (29) e a terça-feira (30), dezenas de estudantes manifestaram-se em solidariedade a resistência palestina, realizando um ato do restaurante universitário da universidade até o prédio de superintendência de relações internacionais da UFF, no bloco A do campus do Gragoatá, e ocuparam o bloco P da UFF em um acampamento que exigia a suspensão imediata do convênio, denunciando a ligação da BGU com o aparato militar sionista e com a ofensiva contra a população palestina. A ocupação, que durou um dia e contou com pernoite dos estudantes no local, contou com apoio de coletivos estudantis e organizações de solidariedade à Palestina, como o Comitê Niteroiense de Solidariedade aos Palestinos.
Diante da mobilização, no dia seguinte, a reitoria anunciou que a superintendência de relações internacionais da UFF providencie o fim do acordo de colaboração. O documento oficial, assinado pelo reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, determina o rompimento unilateral do único acordo de cooperação vigente entre a UFF e uma instituição “israelense” de ensino e pesquisa. Na carta, a reitoria afirma acompanhar “com atenção e preocupação o agravamento do cenário internacional” e considera “inaceitável” a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza.
“Determinamos que, doravante, os acordos de cooperação dessa natureza sejam precedidos de avaliações sobre o respeito aos direitos humanos por parte da instituição parceira”, diz o trecho do ofício enviado à Superintendência de Relações Internacionais da universidade.”
O caso da UFF se soma a uma tendência global em que universidades e instituições acadêmicas têm sido pressionadas a rever parcerias com entidades ligadas a conflitos armados e denúncias de violação de direitos. No Brasil, outros centros de ensino superior também enfrentam debates semelhantes sobre cooperações internacionais e suas implicações éticas e políticas.
No Estados Unidos e Europa, o movimento estudantil provocou a fúria do sionismo com grandes acampamentos, ocupando dezenas de universidades contra a participação da grande burguesia das nações imperialistas no prolongamento do genocídio perpetrado por “israel”. Temendo o avanço do protesto popular anti-imperialista, os ianques reprimiram brutalmente os protestos, chegando a sequestrar a principal liderança da Universidade de Columbia, Mahmoud Khalil, jovem de origem palestina sentenciado à deportação durante o mês de setembro. Nenhum destes ataques passou despercebido e, no dia após a prisão de Khalil, centenas de judeus tomaram a Trump Tower em apoio ao companheiro palestino, enfrentando a prisão e desmascarando o viés antissemita da perseguição anti-palestina.
Ademais, fora do âmbito estudantil, cresce a nível nacional e internacional a desmoralização do projeto nazi-sionista de “Israel” a passos galopantes, botando abaixo as maquinações lobistas da intervenção sionista no Brasil. Com a maioria da população brasileira reprovando as ações da entidade sionista, como aponta a pesquisa de opinião da empresa estadunidense Pew Research Center. Onde, de acordo com a pesquisa, 58% dos brasileiros reprovam a entidade sionista, graças aos esforços e frutos das ações de solidariedade ao povo palestino que ocorrem em todo o País, no mundo e, sobretudo, pelas invencíveis ações da Resistência Nacional Palestina.
No âmbito internacional, Netanyahu, premier da entidade sionista, foi vaiado e desmoralizado na ONU, com um ato de repúdio de delegações de dezenas de países, mostrando o isolamento internacional e diplomático da entidade sionista. Sendo expressão institucional-diplomática do apoio dos povos de todo o mundo na firme defesa dos direitos ao povo palestino. Tendo a dianteira, a Flotilha Sumud Global, que denunciou um dia após a manifestação estudantil o crime de pirataria de sequestro das tripulações de embarcações da missão de solidariedade pela entidade sionista de “israel”. O sequestro ocorre após os mais de 500 ativistas envolvidos na missão de solidariedade e ajuda humanitária receberem ontem (30/9) ameaças de ataques pela entidade sionista.
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