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Guerra reacionária contra o povo ganha novo capítulo com maior chacina policial do século XXI

A paz tá morta, desfigurada no IML
Plá, plá, bum
A marcha fúnebre prossegue…”
A Marcha Fúnebre Prossegue – Facção Central

No dia 28 de outubro, terça-feira, nos complexos da Penha e do Alemão na cidade do Rio de Janeiro, sob mando direto do governador criminoso Cláudio Castro (PL), a polícia militar e polícia civil em conjunto com suas respectivas forças de “elite”, escreveram mais um capítulo macabro na guerra reacionária contra o povo pobre e preto em curso no País. Sob a falsa justificativa de “guerra às drogas” e “combate a criminalidade” deixaram um rio de sangue, com mais de 130 mortos, centenas de feridos, casas e carros dos moradores destruídos e pedaços de corpos espalhados por toda a parte. O grande “saldo positivo” tão comemorado pelo bandido do Cláudio Castro, a extrema-direita e o monopólio de imprensa (rede Globo a frente) é a apreensão de 93 fuzis (número impreciso, vendo a vergonha que foi o anúncio inicial diante de tanto sangue derramado, cada dia aumentam mais a contagem), quantidade pífia comparado a própria apreensão em 2019 na casa de um amigo do Ronnie Lessa no Méier, na ocasião 117 fuzis foram encontrados: vale constar nenhum tiro disparado, notícia praticamente de rodapé no monopólio de imprensa na época e silêncio total dos politiqueiros carniceiros que enchem a boca para comemorar a matança de pobres nas favelas e no campo do Brasil.

Os reacionários utilizam a chamada ‘guerra às drogas’ e os grupos, mal chamados de ‘facções’, para justificar uma guerra ao povo pobre, cuja política de encarceramento em massa da juventude preta e pobre e de repressão atroz apenas fazem com que tais grupos cresçam mais, o que é usado para justificar mais repressão. O que acontece é que a juventude das favelas, principalmente seus setores mais empobrecidos e oprimidos, agredidos permanentemente pelo estado de guerra imposto pela repressão facínora justificado como ‘guerra ao tráfico’, acabam engrossando as fileiras desses grupos, primeiro pelos jovens das massas populares mais pobres enxergarem neles uma resistência armada à opressão maior que sente vindo das forças policiais e do que enxergam como sendo o poder político, e também são atraídos por ilusão de que vão ascender individualmente com o crime, em vez de lutar contra o sistema e pela Revolução, que é mais difícil e exige uma organização revolucionária.

O discurso, de que tal estado de guerra é necessário para combater o crime, não passa de uma manipulação. Todos sabem que a verdadeira cúpula dos negócios de drogas, por exemplo, se encontram muito longe das favelas, estão dentro de palacetes luxuosos, e o tráfico de armas nem se fala, seus promotores maiores são os próprios fabricantes estrangeiros, magnatas que lucram, a chamada ‘guerra ao tráfico’ é apenas uma política de choque para contenção da revolta dos jovens que cresce com a pobreza, apenas isso. As ações chamadas pela imprensa reacionária de “retaliação do tráfico à operação da polícia”, são, na verdade, atos de revolta da juventude com tal estado de guerra civil reacionária, juventude das massas fundas e profundas arregimentadas e dirigidas por tais grupos, porque a juventude mais oprimida das favelas se vê iludida com a ideia de poder pessoal e ainda sem perspectiva revolucionária.

Junto do histórico de genocídio ao povo pobre e preto no Brasil, segue em curso uma guerra de baixa intensidade contra as camadas mais pobres do povo, hiperconcentradas nas favelas e periferias das metrópoles. Os governos dizem “combater o crime” sem qualquer transformação das condições de vida nas favelas. A extrema direita busca emplacar discursos populistas de “combate ao crime” para ganhar votos na próxima farsa eleitoral. A tática oportunista adotada pelos políticos da extrema direita, até a falsa esquerda, de recrudescer o aparato repressivo do velho Estado, são todos cúmplices da opressão sobre as massas trabalhadoras.

Os dados comprovam um aumento da violência policial no Brasil: Somente em 2024, foram mais de 6.243 mortes causadas por agentes policiais, número que mantém a média alarmante dos últimos anos. Em dez anos, a letalidade policial quase triplicou, com aumento de 188,9% a nível nacional. Mesmo com o aumento das operações policiais nos últimos dez anos e com a política de encarceramento em massa, o número de confrontos armados e de mortes violentas na cidade não vem diminuindo. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro figura entre os estados com mais mortes em ações policiais, porém com o contínuo aumento da delinquência.

As imagens dos corpos retirados da mata pelo próprio povo, em sua maioria desmembrados e com claros sinais de tortura e execução sumária, são apenas mais provas de que o “Estado democrático de direito” no Brasil não é nada além de uma frase de efeito. Diante disso a primeira medida anunciada pelo governo criminoso de Cláudio Castro (PL), foi abrir investigação sobre quem participou da retirada dos corpos da mata. Logo em seguida veio o discurso de que isso tudo era uma armação dos “narcoativistas” (?) e vendo que não tinha escapatória, em conluio com a imprensa reacionária, passaram a dizer que todos ali estavam portando fuzis e por isso foram mortos em confronto (as marcas nos corpos expostos ao mundo inteiro, contrariam essa versão). Como abutres a imprensa reacionária fica o tempo inteiro dizendo que os mortos possuíam qualquer tipo de antecedente criminal, como se isso por si só justificasse toda barbaridade, parafraseando os Racionais MC’s: “Te chamarão para sempre de ex-presidiário. Não confio na polícia raça do caralho.”; e quando se comprova que não existia nenhum antecedente criminal simplesmente dizem “se estava ali bom sujeito não é”, não vamos esquecer que esse argumento batido é o mesmo utilizado em todas as chacinas, assim foi também na chacina do Jacarezinho em 2021, onde após a identificação dos corpos confirmando os trabalhadores assassinados, nenhum político ou veículo da imprensa reacionária fez qualquer tipo de retratação. São esses mesmos figurões oportunistas e criminosos de marca maior que ficaram em um silêncio cúmplice, quando em 2022 o corrupto aloprado do Roberto Jefferson (PTB) recebeu a Polícia Federal lançando bombas e tiro de fuzil, e no final foi “detido” com os policiais sorrindo ao seu lado e um clima completamente amistoso. Por que nesse caso que ocorreu no Rio de Janeiro não teve coletiva de imprensa do criminoso Cláudio Castro (PL) para defender a execução de quem porta fuzil contra a polícia? Esse que é um corrupto comprovado com provas robustas não se questionam sobre os antecedentes criminais? Ou isso não vale quando quem comete o crime são figuras tarimbadas do velho Estado?

Parte do show de horrores desse crime cometido contra o povo é o discurso dos reacionários e “especialistas” do monopólio de imprensa de que não se pode fazer “politicagem” com a “megaoperação”, em clara referência contra aqueles que tem denunciado os crimes cometidos pelo velho Estado. Quando saem as primeiras notícias da chacina, de maneira “espontânea” surge para todo lado o termo “narcoterrorismo”, inclusive da boca do próprio governador. Coincidentemente mesmo o termo utilizado pelo reacionário Donald Trump para justificar a invasão por tropas militares norte-americanas na Venezuela e de países da América Central. Isso não é fazer “politicagem”? Claramente utilizam esse termo para justificar a ampliação da podre “lei antiterrorismo” (criada durante o governo Dilma (PT) como resposta as jornadas de junho/julho de 2013), com o objetivo de incrementar a guerra contra o povo incluindo a intervenção direta das tropas ianques em nosso País, são lambe-botas de marca maior. Terroristas são esses políticos desse velho Estado apodrecido que dia e noite cometem toda sorte de crime contra o povo.

Não se pode deixar passar batido toda a podridão que envolve a farsa eleitoral em meio a mais esse capítulo da guerra reacionária contra o povo. Para a extrema-direita é uma forma de impulsionar seu discurso populista sobre os cadáveres, buscando enganar o povo de que se trata de uma “vitória contra a criminalidade”. Já a falsa esquerda eleitoreira em uma parte “condenou” a operação, na maior parte do tempo dizendo que ela foi para abalar a “popularidade crescente do Luiz Inácio”, e outra parte fez questão de reforçar a discurseira reacionária para supostamente “não perder votos” omo Ricardo Cappelli (PSB) (presidente da UNE de 1997 a 1999 diga-se de passagem) e Quaquá (presidente do PT do Rio de Janeiro). O pelego-mor Luiz Inácio (PT) fez questão nos seus pronunciamentos através das redes sociais, de colocar ênfase nos seus projetos de lei que supostamente são para “combater a criminalidade”. Todo esse arcabouço jurídico reacionário antipovo encoberto no palavrório oportunista contra a delinquência tem sido denunciado pelo Jornal A Nova Democracia. O próprio reacionário Tarcísio de Freitas (Republicanos) que não perde uma oportunidade para fazer as chacinas policiais de palanque eleitoreiro, ao ver a repercussão negativa desse crime na opinião pública decidiu não ir na reunião dos governadores de direita e extrema-direita no RJ. Isso só mostra como os políticos desse velho Estado apodrecido não pensam em outra coisa a não ser as maquinações da farsa eleitoral, seus compromissos são somente com o latifúndio, a grande burguesia e os imperialistas, principalmente ianques.

Esse crime contra o povo não pode passar impune. Cláudio Castro e todos os planejadores, mandantes e executores desse crime precisam ser punidos exemplarmente, todo o monopólio de imprensa e políticos do velho Estado, que dizem que as mortes são “efeito colateral” ou “mal necessário” nessa farsa que é a “guerra às drogas”, são cúmplices da violência generalizada contra pobres e pretos que se arrasta a séculos em nosso País. Nós jovens e estudantes revolucionários, temos denunciado ativamente esses crimes cometidos contra o povo, e seguiremos firmes na campanha pelo fim das chacinas contra o povo pobre e preto em todo o Brasil, erguendo alto a bandeira de que rebelar-se é justo. Convocamos a toda a juventude e estudantes do povo a se somarem nessa campanha, além da denúncia necessária e mobilização ativa junto do povo pobre do campo e da cidade, reafirmamos que é justa e legítima toda forma de autodefesa do povo para se proteger das forças de repressão do velho Estado. Somente trilhando o caminho da Revolução de Nova Democracia – cuja Revolução Agrária é a primeira fase –, após uma longa e árdua luta, derrotando um por um os nossos inimigos, vencendo dificuldades e alcançando grandiosas vitórias, finalmente terão fim todas as injustiças e desgraças que assolam nosso povo e País.

CLÁUDIO CASTRO TERRORISTA E ASSASSINO!

PUNIÇÃO JÁ PARA OS ASSASSINOS E CARRASCOS DO POVO!

ABAIXO A VIOLÊNCIA POLICIAL FASCISTA CONTRA O POVO POBRE, PRETO E TRABALHADOR NAS PERIFERIAS, FAVELAS E CAMPO DE TODO O BRASIL!

AVANTE JUVENTUDE, A LUTA É O QUE MUDA, O RESTO SÓ ILUDE!

REBELAR-SE É JUSTO!

Alvorada do Povo (AP)

Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR)

Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR)

MEPR

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