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RJ: Sionistas promovem campanha de perseguição contra o Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes

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Reprodução A Nova Democracia.

Sionistas de plantão têm promovido ataques e difamações online contra o Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes (CAEBA) da UFRJ com acusações de “antissemitismo” e “terrorismo”. A movimentação dos reacionários se aprofundou após a manifestação de 7/10 na cidade do Rio de Janeiro, no Palácio Itamaraty, marcando a contra-ofensiva Palestina do Dilúvio de Al-Aqsa, com participação do CAEBA, manifestando solidariedade ao povo palestino e sua luta por libertação nacional.

Em suas redes “sociais”, o CAEBA declarou: “Reafirmamos nosso compromisso com a causa palestina e não recuaremos na defesa de seu povo e de sua autonomia, que passa inevitavelmente pela defesa da sua resistência contra a agressão imperialista e a defesa de um estado palestino autônomo.”.

Além disso, o Centro Acadêmico denuncia que os ataques são coordenados pela sionista Daphne Klajman, ligada a organizações israelenses no exterior como a  “StandWithUs Brazil”, e contou com o apoio de representantes do sionismo na política institucional, como o vereador carioca Flávio Valle (PSD).

A choraminga sionista teve uma contundente resposta dos estudantes, que em nota afirmaram:

“Antes de tudo, reforçamos aqui a diferença entre antissionismo e antissemitismo. O antissemitismo é um termo utilizado para representar o ódio, preconceito e descriminação contra pessoas judias. No entanto, semita, se refere a um conjunto de povos, dentre eles os judeus, incluindo também os árabes. O antissionismo é a oposição à criação criminosa do estado judeu sobre as terras palestinas, que desde o início de sua criação emprega uma política brutal de colonização e apartheid sobre o povo palestino, e de expansionismo contra nações árabes, cumprindo o papel de cão de guarda dos interesses imperialistas na região, e de deliberado genocídio do, pasmem, povo semita. Portanto, ao se posicionar como antissionista, o CAEBA se posiciona contra ‘Israel’, compreendendo que sua própria existência se trata de uma aberração nos termos de como históricamente se constituem os estados-nação legítimos. A confusão entre Antissionismo e Antissemitismo tem servido no decorrer dos últimos anos como principal estratégia de criminalização de entidades, movimentos e personalidades pró-palestina no Brasil, operando através de assédios jurídicos feitos por órgãos como a CONIB (Confederação Israelita do Brasil) e a FIERJ (Federação Israelita do estado Rio de Janeiro), acionada pelos sionistas de plantão em ataques virtuais ao CAEBA.”.

“O dia 7 de Outubro marca uma grande reviravolta para o povo palestino, onde sua dor e luta de mais de meio século alcançou os noticiários do mundo todo por meio de uma contundente ação da organização político-militar da resistência nacional palestina, o Hamas. O CAEBA entende que a contra-ofensiva realizada foi a justa resposta a anos de opressão, derrubando em diversos pontos as cercas do campo de concentração ao qual as massas populares de Gaza estão submetidas, irrompendo contra assentamentos que servem de posto avançado do projeto colonial sionista.. Ao celebrar o 7 de Outubro, o CAEBA apoia a resistência de milhares de pessoas do povo palestino, dentre elas os civis e os bravos combatentes que compõem as fileiras da resistência, contra a constante tentativa de limpeza étnica que vem decapitando crianças, soterrando famílias e matando de fome o povo de Gaza”, continuam. 

Concluindo que: “Diferente do que o grupo de sionistas tem disseminado sem qualquer base objetiva sobre a situação da palestina, o CAEBA não espalha o ódio aos judeus e sim, se opõe a uma ocupação colonial; um fantoche grotesco financiado pelos Estados Unidos e reconhecido por amplo setor da comunidade internacional como genocida. Reafirmamos nosso compromisso com a causa palestina e não recuaremos na defesa de seu povo e de sua autonomia, que passa inevitavelmente pela defesa da sua resistência contra a agressão imperialista e a defesa de um Estado palestino autônomo que exerça a administração política e econômica de seu território, que como todo e qualquer estado-nação que já existiu na história da humanidade, deve possuir suas próprias forças armadas para defesa de sua soberania. A negligência de direitos basilares a qualquer nação, não estando garantidos ao povo palestino pela ingerência imperialista na região, pode e deve ser combatida por quaisquer meios necessários.”.