Reprodução A Nova Democracia.
No dia 31/10, trabalhadores e trabalhadoras, moradores de favelas, familiares de vítimas da repressão do velho Estado, jovens e estudantes se reuniram em um Ato Unificado no Complexo da Penha exigindo o fim do genocídio contra o povo pobre e preto.
O ato foi composto principalmente por moradores dos Complexos do Alemão e da Penha e familiares das vítimas da maior chacina policial da história do Rio de Janeiro, que executou ao menos 130 pessoas na região durante a última terça-feira (28/10).
A juventude das favelas, assim como estudantes democráticos, se uniram à manifestação demonstrando seu ímpeto em organizar cada vez mais seu ódio contra as tropas assassinas do velho Estado.
A concentração para a marcha ocorreu no início reuniu centenas de pessoas no Campo da Ordem, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. Às 14h, os familiares das vítimas iniciaram suas falas, denunciando o governador Cláudio Castro, e denunciando os crimes contra o povo cometidos pelas forças policiais.
Os manifestantes ergueram faixas e cartazes em denúncia a política de genocídio contínuo contra o povo, intensificada durante os mandatos de Claudio Castro, responsável pelas duas maiores chacinas policias da história do Rio de Janeiro.
“Todos os corpos que tiramos da mata tinham sinais de tortura”, afirmou uma moradora ao AND. Os moradores já contabilizaram 200 mortes enquanto retiravam os corpos da mata, denunciando a contagem oficial, que procurou diminuiu os impactos reais da barbárie policial.
Além das execuções às centenas, os moradores denunciaram outros atos de terrorismo cometidas pelas forças policiais contra o povo. Comércios foram completamente destruídos, casas foram fuziladas até a demolição de muros inteiros, casas invadidas, idosos e mulheres espancados. Dentre as denúncias, uma moradora chegou a ter seu botijão retirado a força por policiais e utilizado para destruir completamente sua residência.
Os manifestantes marcharam pelos bairros da Zona Norte, entoando palavras de ordem combativas como Chega de chacina, polícia assassina!, Sem hipocrisia, essa polícia mata pobre todo dia! e Não acabou, tem que acabar! Eu quero o fim da Polícia Militar!
Mototaxistas e entregadores, frequentes vítimas das abordagens policiais covardes também estiveram presentes na marcha, assim como petroleiros e demais categorias de trabalhadores, demonstrando solidariedade com os moradores de favelas, que enfrentam diariamente as arbitrariedades e abusos das forças de repressão.
Durante toda a marcha, os manifestantes foram seguidos por policiais da PM, que faziam questão de dar risada durante as falas dos familiares das vítimas.
Os manifestantes não se intimidaram com as risadas e deboches dos policiais, responsáveis pelo assassinado de mais de 130 pessoas dos Complexos da Penha e do Alemão
Segundo a matéria publicada no AND É preciso punição severa para Cláudio Castro e responsáveis pela maior chacina da história recente do País, “A chacina perpetrada nas matas do Alemão e Penha poderia ter sido feita pelos canis fascistas das divisões da SS nazista, ou mesmo dos psicóticos sionistas, no entanto, obtiveram a autoria dos valentões-covardes do BOPE a mando do governador Cláudio Castro (PL). Conquistaram em um único dia sua obra macabra: ultrapassaram com folga o marco da centena de barbarizados em uma única ‘operação’ no Rio de Janeiro.”.
“A chacina não pode ser classificada com o cínico discurso oficial de ‘sucesso operacional’ nem tampouco com a justificativa fajuta de ‘efeito colateral’ de uma política de ‘segurança’. Foi a consumação, em escala monstruosa, da decisão política de criminalizar territórios inteiros, e a população que ali vive. Condenados sumariamente, afinal de contas, pelo único ‘crime’ de ali viverem. […]”, continua.
Concluindo que: “Essa lógica de ocupação e extermínio funciona como mecanismo de controle social, desumanizando, aterrorizando famílias e reforçando a sensação de que a versão oficial da “guerra às drogas” é, na prática, cobertura total a políticas de limpeza social – isto é, genocídio. A punição que se demanda é a reparação mínima, oque se fizesse em um Estado minimamente democrático. Processos criminais, perda de cargos, bloqueio de bens, afastamento cautelar, investigação internacional independente e juízo público permanente. É absolutamente imoral permitir que os que ordenaram a carnificina continue no comando de tais máquinas repressivas.”
O ato de terrorismo contra as massas da Penha e do Complexo do Alemão gerou um forte sentimento de revolta nas massas espalhadas por todo o País, cansadas da política de extermínio sistemático contra o povo preto e pobre. No dia seguinte, na quarta-feira dia 29, manifestantes da capital paulista se reuniram para relembrar das vítimas da guerra do velho Estado contra os pobres e denunciaram ativamente o massacre no Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira, atos foram marcados em dezenas de cidades de todo o País, denunciando o avanço do genocídio generalizado contra o povo preto e pobre. Cidades como Recife (PE), São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Belém (PA), Aracaju (SE), e São Luís (MA) também tiveram protestos marcados para hoje.
Durante todo o feriado do maior carnaval de rua do Brasil, estudantes e ativistas da…
Reprodução A Nova Democracia. Entre os dias 2 e 4 de fevereiro, o Coletivo Aurora…
No dia 29 de Dezembro, ativistas do Movimento Feminino Popular – MFP e estudantes do…
No dia 28 de janeiro, ativistas da luta anti-imperialista realizaram contundente manifestação na cidade de…
Reprodução A Nova Democracia. As entidades e coletivos estudantis MEPR, Mangue Vermelho, Movimento Ventania e…
Publicamos a seguir, a tradução não-oficial da convocatória fpara o Congresso Fundacional da LAI feita…