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PE: Coletivo Mangue Vermelho e Movimento Ventania Repelem Ataque da Segurança Privada da UFPE Após Manifestação em Apoio a Resistência Nacional Palestina

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No dia 16 de Outubro foi realizado um Ato Público com o tema “Em defesa da UFPE a serviço do povo: Contra os ataques a autonomia universitária, pelo fim da colaboração com o genocídio do Povo Palestino!”. O evento foi convocado pelo Coletivo Mangue Vermelho, pela UJC (PCBR) e JS-PDT e contou com a presença do PCO e Faísca.

A intervenção do Mangue Vermelho expôs as garras do imperialismo na universidade pública, em especial a presença de empresas que estão ligadas com o Estado Sionista de Israel e colocou que essas empresas, além de estarem relacionadas com o genocidio ao povo Palestino, também entravam o desenvovilmento de uma tecnologia a serviço do Povo na universidade, uma vez que as pesquisas do Centro de Informatica da UFPE são todas voltadas aos interesses dos grandes monopolios imperilistas e impedem que o estudantes desenvolvam projetos extensionistas que sirvam aos interesses da nação. No ato também se discutiu a necessidade de defender a autonomia universitaria diante dos ataques da extrema-direita contra o Edital de Medicina do PRONERA, apontando ainda a insuficiência deste programa e a consiginia de derrubar os muros da universidade colocando o ensino, a pesquisa e as práticas extensionistas a serviço do Povo, em especial, a serviço do Campesinato em luta.

O Coletivo Mangue Vermelho e o Movimento Ventania, após a realização do ato, formularam em cojunto uma contundente manifestação em apoio a Resistência Nacional Palestina (RNP), na frente do Centro de Informatica (Cin), exigindo o fim da colaboração da UFPE com as empresas que produzem tecnologia militar para as forças de ocupação da entidade nazissionista de “Israel”, como a Apple, a HP e a Motorola.

Após o fim da manifestação, um cerco militar foi imposto contra os estudantes no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), que impediu o acesso de estudantes regularmente matriculados aos seus centros e o livre direito de ir e vir, em um claro gesto de perseguição política e tentativa de criminalização do movimento estudantil combativo.

Atuando de maneira arbitrária e sem que houvesse qualquer ordem institucional, a empresa de segurança privada TKS fechou o CCEN e montou guarda para impedir os ativistas de transitar pela universidade, reforçando sua atuação enquanto policia política, entre repetidas vezes que tenta impedir a realização de atividades do movimento estudantil combativo dentro da universidade, abordando e perseguindo os ativistas com a ronda motorizada, fotografando e filmando seus rostos durante a permanência no campus, arrancando das paredes da universidade lambes e cartazes, e desta vez receberam uma resposta à altura!

“Estamos sendo perseguidos a manifestação inteira por uma segurança privada que não tem direito algum de proibir os estudantes de acessaram seus prédios”, denunciou um dos ativistas. Diante da denúncia dos estudantes, os TKS’s responderam com ofensas e colocando a mão no coldre das armas, tudo enquanto se equipavam com coletes e cacetetes para assim que chegasse o reforço de seus comparsas, iniciassem as agressões aos estudantes.

Ao contactar a direção do CCEN, os estudantes foram informados pelo vice-diretor de que não haveria nenhuma orientação ou pedido para fosse fechado o centro.

Com a chegada do reforço, os canalhas e covardes da TKS tentaram entrar no bloco e começaram a derrubar os estudantes e desferir socos, joelhadas e chutes, principalmente às companheiras, e dentre diversos empurrões, chegaram a levar um dos estudantes ao chão. A agressão resultou em uma fratura em sua mão que necessitou de uma cirugia de emergência e, de acordo com o médico que avaliou o ferimento, poderá causar sequelas permanentes nos movimentos da mão. Porém os e as estudantes não se intimidaram com as agressões e se defenderam contra a violência reacionária, repelindo o cerco dos seguranças privados com aquilo que tinham em mãos, sua força e suas pesadas bandeiras, com a auto-defesa sendo sustentada principalmentes por nossas companheiras, quem deram o maior combate contra os vagabundos mandados pelo sionismo.

Contida a situação, os estudantes se dirigiram ao Centro de Educação (CE), onde se reorganizaram e denunciaram para todos os estudantes presentes no centro a repressã covarde da TKS sionista contra os que lutam em defesa da gloriosa Palestina. Sob o comando de Claudiomar Alves Teles, conhecido por suas posições de extrema-direita sionista, a TKS ainda fez o disparate de chamar a polícia militar para dentro do campus, sem qualquer autorização institucional, no intento de prender os estudantes, remontando os tempos do regime militar-fascista!

Em meio a essa situação conflagrada, a reitoria enviou ao Centro de Educação seu chefe de gabinete, professor Fernando José do Nascimento, o qual afirmou não ter havido autorização da reitoria para entrada da PM no campus e chegou a pedir publicamente “desculpas” aos estudantes pelo ocorrido. Ora, não aceitamos desculpas “de boca” da administração, pois é de sua total responsabilidade a atuação da TKS na universidade! Exigimos o rompimento imediato do contrato da UFPE com a TKS, a responsabilização criminal do chefe da TKS e o fim de todos os convênios da universidade com empresas que financiam e aportam tecnologias de guerra à entidade sionista de “israel”!

Se os celerados extremistas de direita e sionistas da TKS pensavam que com a repressão iriam sufocar o ímpeto estudantil em defesa da causa Palestina na UFPE, estavam muito enganados! Assim é que no dia seguinte (17), os coletivos universitários realizaram manifestação ainda mais ampla que a do dia anterior. Convocado em caráter de urgência, o Ato do dia 17 fez a denúncia do ocorrido, pautando também a inaceitável presença da PM dentro da UFPE e as tentativas de criminalização do movimento estudantil combativo em apoio ao Povo Palestino.

Durante a manifestação, estiverem presentes estudantes e D.A’s da universidade, junto a técnicos e professores, como também organizações solidárias à Heroica Resistência Nacional Palestina que denunciam o genocídio em Gaza praticado por “Israel”, com financiamento dos EUA.

Deixamos bem claro para essa corja: NÃO SAIRÃO IMPUNES! Miramos no exemplo do indômito e vitorioso Povo Palestino, que não se dobra jamais e erguemos alta a bandeira em defesa da Universidade Pública pelo rompimento de qualquer cooperação direta ou indireta com o sionismo!

Servir ao Povo de todo coração! Tropa de Choque da Revolução!

Viva a heróica Resistência Nacional Palestina!

Rebelar-se é Justo!