Reprodução A Nova Democracia.
Através de parcerias com empresas privadas, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) coloca seus estudantes para desenvolver tecnologia militar para o “Estado” nazisionista de “Israel”. Entre o elenco das empresas estão a Motorola, Apple, Google e HP, apoiadoras e ‘armeiras’ da tecnologia utilizada no genocídio do povo palestino. Ao constatar as parcerias acadêmicas entre suas universidades e o regime nazisionista, estudantes se levantam em todo o país em luta pela ruptura dessas relações.
O ano de 2002 marca o início do curso de Engenharia da Computação do Centro de Informática (CIn) da UFPE, mesmo ano do início da parceria público-privada com a Motorola. Em nota pública comemorando os 20 anos dessa relação, o CIn afirmou que “os negócios estão no DNA do Centro de Informática desde sua criação”, destacando como os lucros e o interesse privado foram pedra de toque para o desenvolvimento do curso.
O CIn é o maior parceiro da Motorola do nordeste e conta com 14 iniciativas dentro do Centro. Entre os projetos, estão o desenvolvimento de redes 4G e 5G de baixo custo e a pesquisa de vulnerabilidades no Android, porta de entrada para a espionagem do serviço secreto de inteligência de Israel, a Mossad, para invasão de dispositivos e espionagem de ativistas da luta popular, jornalistas, adversários políticos e até instituições de Estado. Segundo o próprio CIn, em dado momento, todo e qualquer novo celular da empresa passaria pela validação no Centro antes de sair para o mercado.
Os projetos também incluem avaliação automática e testes com imagens digitais, utilizados para os serviços de espionagem e o aumento da repressão contra o povo, como o “Sistema Paredão”, em Manaus, que teve suas câmeras sabotadas pelas massas, em revolta contra a violência policial ocorrida no Conjunto Eldorado, na Zona Centro Sul da capital amazonense.
Em visita ao CIn no dia 7 de julho de 2023, a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo de turno de Luiz Inácio, Luciana Santos (PCdoB), afirmou que “É um exemplo essa interseção com o setor produtivo”. Em outro momento da visita, a ministra reiterou que “para o governo atual, as Universidades Públicas são locais de desenvolvimento, não de balbúrdia”, demonstrando como para a ministra o “desenvolvimento” é colocar nossos estudantes à serviço dos imperialistas.
De acordo com o centro de pesquisa “Who Profits”, que concentra dados sobre as empresas que financiam o genocidio em Gaza, a Motorola atua diretamente no apoio técnico às forças de ocupação sionista, desenvolvendo a primeira rede de telefonia sem fio para as Forças de Defesa de Israel (IDF) em 2000, e é a única fornecedora de rede 4G para o IDF desde 2014.
Também em 2014, em um acordo feito com Israel, a empresa colaborou com os militares israelenses com o desenvolvimento do primeiro celular encriptado (Lex M20). Dentro do acordo, a Motorola se dispôs a prestar manutenção dos dispositivos e da rede durante 15 anos. Os dispositivos foram utilizados por soldados dentro da Faixa de Gaza durante as incursões no território ocupado, para se comunicarem de maneira criptografada de diferentes locais. Também consta que os aparelhos foram utilizados para chamadas pessoais feitas pelos sionistas de dentro da Faixa de Gaza.
Esta parceria também tem sido fundamental para que os comandantes de departamentos e companhias se comunicarem de maneira criptografada, enviassem mensagens, arquivos e e-mails criptografados durante as operações terroristas, e que soldados em Gaza enviassem mensagens de texto, tirassem fotos e até conversassem com os pilotos durante o bombardeio de civis. Desta forma, a empresa forneceu e segue fornecendo tecnologia de ponta para execução dos crimes de guerra praticados pelos nazisionistas. Entre outubro de 2023 e dezembro de 2023, o relatório também apresenta que foi praticamente dobrada a quantidade desses dispositivos em uso pelos militares israelenses.
A Motorola não se encontra sozinha dentro do elenco de parcerias com o CIn. Estão presentes também a Apple, denunciada por trabalhadores por doações a diversas organizações que financiam e armam tecnologicamente o genocídio em Gaza; A Hewlett Packard (HP), que contribuiu para a construção da base de dados para a Autoridade de Imigração da Entidade nazisionista; Google, que foi denunciado pela própria ONU por fornecer infraestrutura digital e serviços em nuvem ao regime israelense; e Stellantis, que assinou em 2021 um acordo com a Autoridade de Inovação de “Israel” para contribuição com outras empresas israelenses do setor automobilístico; entre outras.
Ao investigar a relação da UFPE com o genocídio do povo palestino, estudantes do Coletivo Mangue Vermelho, União da Juventude Comunista (UJC) e Juventude Socialista do PDT (JS) convocaram um ato-plenária seguido de uma manifestação contra os ataques à autonomia universitária e pelo fim da colaboração com o genocídio do povo palestino. Ao final da manifestação, os ativistas foram covardemente agredidos pela segurança privada da universidade, empurrando-os no chão e desferindo chutes, socos e joelhadas. Um estudante teve a mão quebrada durante o conflito. Entretanto, os ativistas prontamente resistiram à agressão dos guardas e os repeliram. Com medo da força do movimento estudantil, os seguranças chamaram a PM, que montaram guarda em frente ao Centro de Educação para tentar prender algum dos manifestantes.
Desde o início da Operação Dilúvio de Al-Aqsa, deflagrada pela Resistência Nacional Palestina no dia 7 de outubro de 2023, a juventude combatente multiplica manifestações de solidariedade como essa por todo o mundo.
A contra-ofensiva palestina fez reacender as chamas do movimento estudantil nos EUA, com uma onda de ocupações que se alastrou para as principais universidades do país, servindo de exemplo para outros jovens anti-imperialistas do mundo, que repetiu o mesmo feito na Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Portugal e diversos outros países.
No Brasil, estudantes da Unicamp entre o final de setembro e início de outubro de 2025, fizeram uma vitoriosa ocupação pela ruptura dos convênios com o nazisionismo e por moradia estudantil. O rompimento do convênio com o instituto israelense Technion foi aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU), uma das principais vitórias do movimento.
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