MA: Sarau Alvorada celebra a resistência através da arte e da cultura popular na UFMA

Reprodução A Nova Democracia.

O Hall do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFMA transformou-se em um palco de potência e memória na última quarta-feira (5), durante a segunda edição do Sarau Alvorada. Sob o lema “Resistir, lutar, com a cultura popular!”, o evento colocou em foco a luta pela terra e a resistência do povo negro, quilombola, indígena e palestino, reunindo estudantes, artistas e militantes em uma noite de vibrante celebração e consciência política.

Com recitações de poesia, intervenções teatrais e apresentações musicais, o sarau reafirmou o papel da arte como instrumento vital de denúncia, educação e fortalecimento coletivo. A atividade foi organizada por uma frente de coletivos, incluindo o Coletivo Arte Popular (CAP), Coletiva Tearar, Coletivo Estudantil Filhos do Povo, Diretório Acadêmico de Letras e Centro Acadêmico de Ciências Sociais.

O evento contou com a participação de artistas e intelectuais cujos trabalhos dialogam diretamente com as lutas populares.

Moizés Nobre, poeta popular e arte-educador formado pela UFMA, trouxe toda a força da literatura de cordel maranhense. Reconhecido por sua dedicação à cultura popular, Nobre articula suas múltiplas frentes – como ator, iluminador, pesquisador e músico – em defesa da arte como forma de educação e resistência.

O cineasta e escritor Daniel Moreno apresentou poemas de sua mais recente obra, “Pororoca em Cio” (Editora Folheando, 2025). Conhecido por curtas-metragens como “Crianças do Gurupi” e “Maré de Heranças”, Moreno busca unir a estética cinematográfica ao vigor das lutas populares, criando uma arte profundamente comprometida.

A força poética que emerge das ruas foi representada por Erick End. Artista de rua e integrante de coletivos como o Carimbó dos Macacos e o Criolabeat desde 2015, Erick articula música, poesia e performance para afirmar a identidade popular maranhense e criticar as desigualdades sociais.

A arte-educadora e pesquisadora Roberta Pinheiro, graduanda em Música pela UFMA, levou ao sarau sua pesquisa e prática no Projeto Maria Sozinha, uma busca ativa pelas trabalhadoras e operárias da cultura do Maranhão. Como performancer do Tambor de Crioula de Rua, ela defende a memória e o protagonismo das mulheres na cultura popular.

O Coletivo Arte Popular (CAP) ocupou o hall do CCH com uma exposição coletiva que reuniu obras de NinaNena, Zezin, Victor Gabriell, Roma, Maria Clara Ramos e Fel Ponto. Através de diversas linguagens visuais, as peças exploraram temas como território, ancestralidade e luta, formando um mosaico vibrante da arte engajada produzida nas universidades e periferias.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a pintura ao vivo da artista Sofia Pessoa. Em tempo real, ela retratou “os olhos expressivos da esperança na Palestina e as rosas amarelas”, em uma composição que uniu denúncia política e sensibilidade poética, integrando-se perfeitamente à temática da exposição.

Para garantir o caráter democrático e participativo do sarau, os organizadores disponibilizaram um formulário de inscrição, que permitiu que estudantes e outros interessados se inscrevessem para recitar poesias ou realizar intervenções artísticas espontâneas.

MEPR

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