Reprodução A Nova Democracia.
No dia 27 de novembro, durante a Feira da Agricultura Familiar em São Luís do Maranhão, estudantes realizaram um ato de panfletagem para expressar apoio à Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e denunciar a prisão da advogada popular Lenir Corrêa, ocorrida em Rondônia. A iniciativa foi organizada pelo Coletivo Estudantil Filhos do Povo e resultou na distribuição de mais de 300 panfletos à população.
O protesto centrou suas denúncias na operação Godos, deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Segundo a LCP, a ação faz parte de uma ofensiva contra camponeses em luta pela terra e contra ativistas defensores dos direitos populares. Durante a panfletagem, ao ouvir a denúncia contra o latifundiário apelidado de “Galo Velho”, uma pessoa reagiu com surpresa – “Esse cara ainda tá aí? Já vi denúncia sobre ele no Intercept!” – evidenciando que o caso é conhecido para além da região.
Em nota, a LCP afirmou categoricamente que nenhum dos presos na operação era membro da sua organização e que, na verdade, tratou-se de uma ofensiva no objetivo de destruir as conquistas de mais de 600 famílias camponesas da área Tiago Campin dos Santos na luta pela terra.
Segundo o movimento, durante a operação “casas de camponeses foram arrombadas, bens roubados, homens e mulheres presos e o morador Elias foi executado pelo BOPE e sua esposa baleada e se acha hospitalizada em estado grave.”.
Os estudantes em sua panfletagem também destacaram que a prisão da advogada popular Lenir Corrêa possui graves irregularidades e simboliza o avanço de uma guerra reacionária contra aqueles que lutam pela terra e em defesa dos direitos do povo. Para marcar a denúncia, estenderam no local uma faixa exigindo liberdade para a advogada e denunciando a criminalização das lutas camponesas.
O “Galo Velho” e as acusações
O apelido “Galo Velho” refere-se a Antônio Martins de Oliveira, proprietário do latifúndio NorBrasil, em Rondônia. Ele é apontado por movimentos camponeses como um dos principais agentes da grilagem no estado. Pesquisas e observatórios dos chamados conflitos agrários registram há anos denúncias que relacionam Antônio Martins à expulsão violenta de famílias do campo, danos ambientais e à apropriação irregular de grandes extensões de terra.
Relatórios do Mapa de Conflitos o classificam como o maior grileiro de Rondônia, destacando sua atuação em disputas fundiárias envolvendo camponeses e áreas da união. Em 2020, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia formal acusando-o de liderar uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de grilagem, que teria movimentado mais de R$ 330 milhões entre 2011 e 2015.
Com a repercussão do ato, os estudantes afirmam que novas mobilizações devem ocorrer nos próximos meses em apoio à Liga dos Camponeses Pobres e pela libertação de Lenir Corrêa.
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