PE: Estudantes anti-imperialistas levantam combativo protesto em solidariedade ao povo venezuelano e rechaçam repressão policial

No dia 28 de janeiro, ativistas da luta anti-imperialista realizaram contundente manifestação na cidade de Recife-PE, tomando parte ativa do importante chamado da Liga Antiimperialista (LAI) na condenação da agressão ianque à Venezuela. Estudantes secundaristas e universitários e organizações combativas como o MEPR, Mangue Vermelho (MV) e Ventania, camponeses da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), ativistas do Movimento Feminino Popular (MFP) e outras organizações democráticas protestaram contra o agressor imperialista com combativa manifestação, agitando suas bandeiras e entoando canções e palavras de ordem, quando um artefato incendiário (coquetel molotov) foi lançado contra uma loja do McDonald’s, um dos mais podres símbolos do imperialismo ianque pelo mundo.

Prosseguindo o histórico de luta da corrente democrático-revolucionária no movimento estudantil, a juventude combatente se uniu sob as bandeiras da Palestina e da Venezuela para protestar contra a odiosa agressão imperialista contra o território latino-americano, demonstrando na prática, e não apenas em palavras, a solidariedade ao povo e nação venezuelanos.

Assombrados, mas com sua sanha reacionária, policiais da tropa de choque da PM-PE – assassinos de pobres e pretos das periferias e favelas a mando da embaixada do EUA – reprimiram a manifestação com disparos de balas letais e com jatos de spray de pimenta, no objetivo de dispersar os participantes e de prender vários deles. Entretanto, fracassaram diante da combatividade e resistência da juventude, que não permitiu a prisão de diversos manifestantes, arrancando-os das mãos dos policiais enquanto agitavam bandeiras da Palestina. Essa firme defesa da juventude conteve bravamente a repressão policial, evitando que ocorressem mais prisões e agressões, mas cinco jovens foram feridos por munição letal, incluindo uma estudante do curso de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e um correspondente do Jornal A Nova Democracia em Recife, que fazia a cobertura da manifestação.

Como nos ensina a conhecida canção de luta “O risco”, na qual o gato “dá o tapa e esconde a unha”, os manifestantes anti-imperialistas se dispersaram organizadamente após a confrontação, frustrando por completo a ação repressiva e covarde da polícia contra o direito e a liberdade de manifestação, de não terem conseguido prender ninguém no combativo ato. Enfurecida pelo fracasso, a PM-PE deteve arbitrariamente dois jovens a mais de 1km do local do protesto, apenas pelo fato deles terem estado nelepresentes: o estudante universitário Mateus, de 23 anos, e uma estudante secundarista de 16 anos. A estudante secundarista foi liberada ao ser ouvida, mas o estudante foi mantido preso e determinada como prisão preventiva, de forma completamente arbitrária e ilegal, sob descabida e absurda acusação de “tentativa de homicídio”! Ora senhores, quem portava armas de grosso calibre e saiu atirando em manifestantes no meio da rua? Não foram os estudantes, e sim a polícia quem tentou homicídio neste protesto! Estes, sim, são os terroristas a mando do imperialismo ianque, assim como a ICE nos EUA. Porém, da resistência popular em Minessota, às lutas do povo brasileiro e da América Latina e em todo o mundo, as massas resistirão cada vez de forma mais elevada até que essa besta-fera opressora que é o imperialismo, principalmente ianque, “gigante dos pés de barro”, seja enterrada para sempre.

Diante do protesto anti-imperialista estudantil e popular, os cães-de-fila da extrema direita, como o reacionário deputado coronel Meira, enche sua boca suja para chamar os manifestantes de “terroristas”, e clamar pela aplicação da “lei antiterrorismo” contra eles. Enquanto tentam criminalizar o protesto popular, correntes do oportunismo eleitoreiro fingem nada ter acontecido em Recife, tentam se esconder para não terem que se pronunciar sobre os fatos, em atitude covarde e conivente com a reação. Urge condenar com veemência a prisão arbitrária e ilegal e a absurda acusação de “tentativa de homicídio” do estudante Mateus, preso político de Raquel Lyra a mando dos ianques no Brasil!

Ações anti-imperialistas combativas como a dos estudantes pernambucanos, que ocorreram em quase todas as capitais neste dia 3, cumprem um papel essencial neste momento: impulsionam a justa rebeldia anti-imperialista e demonstram que a agressão ianque às nações e povos latino-americanos será rechaçada com contundência pela juventude. As arbitrariedades dos serviçais do imperialismo ianque contra os estudantes combativos e demais massas populares servirão apenas a elevar mais e mais a luta anti-imperialista, numa luta firme e prolongada, pois “quanto maior a opressão, maior a resistência”.

Como afirma a LAI em sua Declaração: “Seu desafiante ‘Corolário Trump’ a Doutrina Monroe e a crescente agressão [à Venezuela] serviram principalmente para despertar o que mais temem: o ódio revolucionário e a resistência dos povos.” Tremem frente ao levante popular e revolucionário, na certeza de que não seguirão impunes nas mãos do povo. Como prossegue a LAI: “Desde o Rio Bravo até a Patagônia, e desde Venezuela até a firme resistência em Gaza, o movimento anti-imperialista em todo o mundo se prepara para ressurgir.”

Na grande chama da luta de classes, exclamamos audazmente que com cada bombardeio a uma nação oprimida, com cada ativista baleado, com cada anti-imperialista encarcerado pela reação, os imperialistas e todos os reacionários colocam uma laço de corda em seu próprio pescoço e entrega as pontas desta corda nas mãos das grandes massas e chegará o dia que estas mãos puxarão a corda com toda força até enforcar o monstro e arrasar com todos seus lacaios, ferozes inimigos do povo. O imperialismo e todos reacionários são tigres de papel, e antes cedo do que tarde serão varridos da face da Terra!

Viva a juventude combatente!

Liberdade já para o estudante Mateus!

Anti-imperialistas de todo o mundo, uni-vos!

Ianques fora da Venezuela, Palestina e do mundo inteiro! Ianques, vão para casa!

Rebelar-se é justo!

MEPR Autor

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