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RO: Ativistas do Movimento Estudantil Popular Revolucionário Participam de Missão de Solidariedade à Área Valdiro Chagas!

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No dia 06 de setembro de 2025, foi realizada, na Área Revolucionária Valdiro Chagas, uma missão de solidariedade em que o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) se fez presente juntamente a diversas outras entidades democráticas e revolucionárias.

A realização da missão foi motivada pelos ataques à área, arquitetados pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), comandado pelo Comandante-Geral da Polícia Militar de Rondônia (PM), Régis Braguin, também conhecido por seus inúmeros tiktoks que registram a atuação assassina da PM e criminalizam os camponeses em luta. Essa PM que diz estar “combatendo o crime” atua em parceria com os pistoleiros para dizimar os camponeses e barrar a revolução em curso no campo em nosso país.

O ataque anterior à missão, demonstrou ainda mais o caráter sujo dessa PM serviçal do latifúndio, quando no dia 8 de agosto, véspera dos 30 anos da Batalha de Santa Elina, a área foi invadida e atacada pelo BOPE, que rendeu e assassinou o companheiro Raimundo Nonato. Em sequência a seu assassinato, foram divulgados vídeos do tiktoker-mor Regis Braguin, criminalizando o companheiro, alegando que o mesmo fazia parte do crime organizado, mais uma vez com seus vídeos sensacionalistas para tentar colocar a área como espaço de organização terrorista.

Com a homenagem ao companheiro assassinado que foi realizada na missão, pudemos demonstrar nossa solidariedade aos camponeses, mantendo o espírito de todos altivo. A atividade iniciou no Barracão de Assembleia Popular da área, em frente a um mural realizado durante a própria missão, que carregava os rostos dos heróis e heroínas de nosso povo.

Foram realizadas diversas falas, tanto dos apoiadores quanto dos camponeses. Nelas, ficou claro o apoio à luta camponesa combativa, e as denúncias dos abusos cometidos pela polícia guaxeba. Nas intervenções se destacou a capacidade de organização dos camponeses da área, e de como sua luta coletiva rende e renderá ainda mais frutos. Foram relembradas vitórias de outros acampamentos em situações semelhantes, como é o caso da área Tiago Campim dos Santos, como foi Manoel Ribeiro, Santa Elina, e Barro Branco, assim como diversas outras áreas revolucionárias pelo Brasil.

O MEPR cumpriu na prática aquilo que defende na teoria: apoio irrestrito à luta pela terra em nosso país, seja realizando as missões de solidariedade, arrecadações na cidade, ou, indo para as áreas viver, trabalhar e lutar com os camponeses. Durante a missão pudemos relatar como a luta do campo também reflete na cidade, e de como temos realizado propaganda da revolução agrária em curso em nosso país através de nossas formas de propagandas recentes como panfletagens, colagem de lambes, e colocações de faixas.

Foi narrado aos camponeses que, em reposta à nojenta campanha de criminalização da Área Valdiro Chagas e da LCP, o MEPR deu continuidade à Campanha Nacional em Apoio Revolução Agrária e colou cerca de 110 cartazes pela cidade em defesa do companheiro Raimundo Nonato, estampando a cara de Braguin como o que ele verdadeiramente é: assassino do povo pobre e camponês. Também relatamos sobre as mais de 20 pichações espalhadas pela capital com as consignas “Viva a LCP!”, “Morte ao Latifúndio!” e “Viva a Revolução Agrária!”.

Após as falas, crianças camponesas cantaram as canções revolucionárias “O Risco” e “Conquistar a Terra”, demonstrando o quanto aprendem a partir do exemplo de seus pais a defender a sagrada e justa luta pela terra!

Para encerrar de maneira vitoriosa a assembleia e a própria missão, foi realizado um ato em torno do Barracão com palavras de ordem e as bandeiras da LCP, bem como das entidades presentes, demonstrando o caráter combativo do ato e a resistência dos camponeses.

Nós compreendemos que a revolução de nova democracia inicia no campo através da revolução agrária, partindo da ampla mobilização do campesinato sem terra ou com pouca terra. A Revolução de Nova Democracia é etapa fundamental para construção do socialismo em nosso país, etapa em que expulsaremos o latifúndio e tudo que nos prende ao imperialismo, principalmente ianque, atraso da nossa nação. Por isso, nossa participação ativa nessas atividades também expressa a linha combativa e revolucionária do MEPR!

Nesta missão, também foi demarcada uma mensagem clara à Polícia Militar de Rondônia, pistoleiros e latifundiários: de que os camponeses em luta não desistirão, seguirão se levantando cada vez mais fortes e mais preparados para combater o latifúndio e seus lacaios lambe botas! E todos aqueles que traficam com as causas de nosso povo, mentem e criminalizam as justas lutas terão de arcar com as consequências! Para estes que tentam, inutilmente, impedir a revolução em curso no nosso país, a canção “Conquistar a terra” já deixa claro: por mais que demore, vamos triunfar.