Reprodução A Nova Democracia.
Entre os dias 2 e 4 de fevereiro, o Coletivo Aurora Democrática içou uma faixa e colou 400 lambes no campus i da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As atividades ocorreram no retorno às aulas, após o período de recesso, e levantaram consignas centrais no movimento estudantil e na luta popular em geral, mobilizando estudantes de diversos centros.
A faixa levantou a consigna Abaixo os Cortes de Verbas da UFPB!, denunciando o corte de R$ 14,3 milhões que o governo do pelego-mor Luís Inácio impôs à UFPB em janeiro, concretizando o corte que o congresso reacionário sancionou em dezembro. Os estudantes ergueram a faixa no dia 02/02, na entrada principal da universidade, em frente ao Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).
Já os lambes, colados nos dias 3 e 4, estamparam as consignas Morte ao Imperialismo!, Fora Ianques da Venezuela!, Viva a Resistência Armada do Povo Palestino!, Morte ao Nazisionismo!, Viva a luta dos Posseiro de Barro Branco! e Viva a Revolução Agrária! Além disso, em especial, um lambe exibiu uma homenagem ao companheiro Lorenzo, um ex-membro do Coletivo que faleceu em janeiro, com uma imagem sua e a consigna Companheiro Lorenzo, Presente na Luta!.


Os estudantes colaram os lambes no CCHLA, no Centro de Educação (CE), no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e em frente as residências universitárias, local marcado por recentes mobilizações estudantis. Os ativistas denunciaram ao Jornal A Nova Democracia (AND) que, durante a colagem, seguranças privados da reitoria abordaram os estudantes, exigindo identificação, ameaçando levá-los à sede da segurança privada e afirmando que estavam agindo dessa forma por determinação da reitoria.
A insistência em identificar os estudantes e a determinação da reitoria se soma a outras denúncias. Em dezembro do ano passado, ativistas denunciaram ao AND que durante uma intervenção do Coletivo em uma reunião de representação estudantil, os oportunistas atuaram como polícia política da reação e filmaram os rostos de ativistas, afirmando que a reitora Terezinha Domiciano queria saber “quem era o Aurora Democrática”, preocupada com o crescimento do movimento estudantil combativo na UFPB, que está ganhando rápida adesão dos estudantes.
‘Fora Ianques da Venezuela!’

Os lambes condenando a agressão do Grande Satã (Estados Unidos) à Venezuela se somam à ação combatente das massas em todo o mundo contra o imperialismo ianque, em especial ao chamado da Liga Anti-Imperialista Internacional (LAI), que convocou manifestações para o dia 03/02. Atendendo ao chamado, protestos e mobilizações ocorreram em todas as regiões do país e em outros países da América Latina e da Europa.
Em Recife, um grande protesto contra a agressão dos demônios ianques à Venezuela ocorreu no dia 28/01. Na ocasião, populares revoltados atiraram uma bomba incendiária contra um quiosque do monopólio de comida lixo ianque McDonald’s. A Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) reprimiu brutalmente a manifestação, atingindo ao menos cinco ativistas com disparos de armas de fogo, incluindo um Correspondente Local de AND.
Diante da repressão fascista da PM-PE, a autodefesa anti-imperialista agiu e repeliu os agressores. Contudo, com a manifestação já dispersada e estando a mais de um quilômetro do local do ato, os policiais prenderam o estudante Mateus Galdino, levando organizações de luta a convocarem a campanha nacional “Liberdade já para o estudante Mateus, preso político anti-imperialista! Justiça para todos os anti-imperialistas baleados pela PM-PE!”.
‘Viva a Luta dos Posseiros de Barro Branco!’


A defesa da luta dos posseiros de Barro Branco ocorre no momento em que o latifúndio, derrotado pelo Tribunal Popular de Barro Branco, ocorrido em outubro do ano passado, lança-se em mais uma ofensiva desesperada contra os camponeses, desta vez se utilizando do judiciário, submisso ao latifúndio.
O judiciário colocou as terras onde os camponeses vivem e trabalham há décadas em leilão, no âmbito de um processo de execução fiscal. Os camponeses convocaram todos os democratas e revolucionários a fortalecerem uma ampla campanha de solidariedade em defesa da luta dos posseiros de Barro Branco.
‘Companheiro Lorenzo, Presente na Luta!’


Os ativistas do Coletivo relataram ao AND sobre o companheiro Lorenzo, que faleceu no início de janeiro. O companheiro Lorenzo rompeu corajosamente com o movimento estudantil oportunista em 2024, cisão que marcaria profundamente os últimos anos de sua vida, quando abraçou o movimento estudantil combativo, juntando-se ao contingente de estudantes que fundaria o Coletivo Aurora Democrática em 2025. Durante todo o tempo desde seu rompimento, os oportunistas se esgueiraram para tentar cooptá-lo e fazê-lo voltar atrás de sua decisão, mas Lorenzo os derrotou em todas as tentativas. Os ativistas que lutaram ao seu lado relembraram do profundo ódio de classe que ele sentia pelo velho movimento estudantil.
Lorenzo lutou decididamente para defender a educação pública contra os ataques dos reacionários. Porém, mais que isso, apoiou de forma decidida e entusiasmada todas as lutas do povo brasileiro e, em especial, a sagrada luta pela terra, defendendo incondicionalmente a Revolução Agrária. Ao mesmo tempo, também apoiou a heroica Resistência Nacional Palestina, vibrando com as ações de combate contra o Estado Nazi-sionista de “Israel”.
O companheiro Lorenzo cursou cinema na UFPB e sempre se engajou nas lutas do seu curso, atuando recorrentemente no seu centro acadêmico. Os ativistas relembraram que, em setembro do ano passado, Lorenzo se lançou entusiasmadamente na campanha de arrecadação que garantiu a presença do Coletivo no Tribunal Popular de Barro Branco, pondo em prática seu apoio às massas camponesas do país.
Os ativistas que lutaram ao seu lado o acompanharam em seus avanços e vicissitudes, e relembraram a luta que Lorenzo travou contra as concepções pós-modernas que os oportunistas o impuseram antes de romper com o velho movimento estudantil. Essas concepções, por vezes, infundiam-o de pessimismo diante das injustiças que os imperialistas e seus lacaios perpetram contra o povo. Lorenzo lutou contra esse pessimismo, ajudado por seus companheiros. Contudo, depois de concluir seu curso e retornar em dezembro do ano passado para sua cidade, Montes Claros (MG), Lorenzo atentou contra a própria vida, o que os ativistas classificaram como um crime de assassinato praticado pelos senhores mentores da ideologia pós-moderna que, aliados ao imperialismo e ao oportunismo de toda pelagem, envenenam a juventude com todo o lixo da ideologia burguesa.
Os ativistas da Aurora Democrática expressaram ao AND profundo pesar pelo falecimento do companheiro, mas afirmaram que continuarão firmes na luta que Lorenzo se somou e que a causa democrática pela qual lutou inevitavelmente triunfará. Afirmaram ainda que “sua morte será vingada, e que não descansarão até varrerem todo o oportunismo da face da Terra, ‘começando pelos ratos do velho movimento estudantil”, disseram os estudantes.
