
Publicamos pichações encontradas na região metropolitana de São Paulo:


Publicamos pichações encontradas na região metropolitana de São Paulo:
No dia 18 de setembro, os estudantes ocupados da Universidade do Estado do Rio de Janeiro decidiram que não deixarão sua ocupação mesmo após a decisão judicial pedida pela REItora Gulnar de reintegração de posse. A votação foi apertada, e contou com uma tentativa de manobra por parte dos pelegos que compõem a “oposição da UNE”. A tentativa de “rodo”, porém, foi rapidamente aplastada pelo movimento independente e combativo, que após aprovar, convocou todos a estarem na UERJ nno dia seguinte em defesa da resistência estudantil.
O divisor de águas foi a defesa contundente da greve de ocupação e da democracia universitária. Questões que só podem ser resolvidas através da resistência ativa do movimento estudantil.
A reintegração de posse é um gigantesco ataque. Injusto, covarde e também ilegal. Tentando limitar os espaços que os estudantes podem e não podem se manifestar, o que fazem Gulnar/Deusdará/Castro/Judiciário é impedir, na prática, a continuidade da única luta que conquistou vitórias nos últimos anos.
A assembleia iniciou com um informe de professores do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) que organizam um pré-vestibular social em uma favela no RJ. Os vestibulandos estavam animados para ter a experiência da universidade em sua plenitude, ou seja, em luta.
Em seguida, as falas se iniciaram. A maior parte delas dava conta do fato de que um grave precedente seria aberto se a Ocupação da REItoria não resistisse.
Em nossa intervenção, nós do MEPR demonstramos que a luta da UERJ já se expandiu, rompendo com limites estudais. Tratando da assistência estudantil, apontou um caminho comprovado de como defender a educação pública, gratuita e de qualidade. E enfrentando a “santa aliança” do PT/PSOL (na REItoria) com a extrema-direita, podemos apontar para todo o país que não é com política de conciliação que se garante direitos. Mas com organização, combatividade e enfrentamento!
Parte dos oportunistas pediam a “atenção” para a traição do DCE enquanto demarcavam contra um tal de “aventureirismo”. Outros defendiam que era preciso “deixar a luta de cabeça em pé para ocupar a ALERJ”. Ficou claro que seus interesses, além de eleitoreiros (pois querem desocupar para entregar santinhos pedindo voto) são também inconsequentes com a luta estudantil mais importante em curso no Brasil de hoje.
Os estudantes já haviam compreendido que a luta não para com a judicialização. Um dia antes, em plenária extraordinária, a Associação Brasileira de Advogados do Povo – Gabriel Pimenta (Abrapo) nos concedeu um informe jurídico após o qual conseguimos apontar que, embora a justiça não represente nada além do que os interesses das classes dominantes, a atuação da REItoria naquele espaço nos dava mais e mais condições de partir para a ofensiva: afinal de contas, a REItora se recusou a sentar-se com o Secretário de Ciência e Tecnologia para discutir a possibilidade de remanejamento do orçamento da UERJ para garantir as bolsas. Não só. Ela insistiu na criminalização, no ataque ao movimento estudantil independente e combativo e a todos que estão aplicando por 56 dias a tática da greve de ocupação.
De forma que os estudantes concordaram com a posição de que é preciso deixar a REItora se manchar politicamente. Se o Batalhão de Choque da Polícia Militar for chamada, as consequências de tudo o que acontecer será de responsabilidade unica e exclusiva de Gulnar Azevedo, Bruno Deusdará, Daniel Pinha e demais inimigos comprovados dos estudantes.
Atacado por essa gente e pela extrema-direita (que está esperando com enorme sanhaço aguardando o momento de privatizar a UERJ), o movimento independente e combativo já angariou uma enorme vitória na luta pela educação: o governo estadual foi obrigado a entregar R$ 165 milhões para a UERJ.
A intransigência da REItoria de Gulnar/Deusdará escalou nossa luta para um patamar superior, exigindo de nós disposição para bancar a luta pela democracia. E estamos dispostos a derrotá-los, um por um, em seus ataques. SE VIEREM PARA CIMA, TERÃO UMA RESPOSTA!
De nossa, parte, seguimos mais firmes do que nunca para aplicar todas as decisões tiradas em nossa luta: resistir ativamente à reintegração de posse, mesmo com PM, convocar o máximo de estudantes e apoiadores da luta para comparecer na UERJ amanhã (19/09) às 11h e de levantar bem alto a campanha de “FORA GULNAR! ESTUDANTE POBRE FICA!”.
Defender a ocupação é dizer em alto e bom som para todo o país que a luta estudantil pode vencer e garantir a permanência de estudantes pobres, primeiro passo para que a universidade de fato sirva ao povo. Não se trata (como apontam liquidacionistas e capituladores) de um “novo” caminho. É um caminho que é realidade há mais de 100 anos no continente latino-americano. E, em nosso país, por proposição de nossa corrente, ano após ano, o número de ocupações cresce mais e mais.
Sigamos, então, adiante desfraldando nossas bandeiras históricas!
Rebelar-se é Justo!
Movimento Estudantil Popular Revolucionário – 18 de Setembro de 2024.
No dia 17 de setembro, ocorreu a primeira audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entre estudantes, REItoria e Judiciário. Da parte dos estudantes, estiveram presentes os cinco estudantes citados pela Procuradoria Geral da UERJ, e um conjunto de pró-REItores, além da própria Gulnar Azevedo.
Simbólico da ditadura de Gulnar/Deusdará, a primeira vez em que os estudantes tiveram voz para falar de suas reivindicações foi numa audiência fora da Universidade. Isso não ocorreu por conta da juíza, que no mesmo dia despachou uma medida de reintegração de posse. Mas sim por conta da luta estudantil que na última semana colocou 200 estudantes e derrotou a “santa aliança” de PT/PSOL e extrema-direita na REItoria da UERJ.
Durante a audiência, a REItoria afirmou que os estudantes ameaçam trabalhadores, causam sofrimentos psíquicos neles. Não parece haver limites para o fascismo de Gulnar, que chegou mesmo a afirmar que os estudantes a ameaçaram de morte! Mentiras seguidas de mentiras.
Ainda na audiência, a juíza insistiu na saída negociada. Chegou mesmo a propor uma reunião com o representante do governo estadual para tratar da continuidade das bolsas estudantis até o fim do ano – sendo rechaçada pela REItora.
Um dia antes, um abaixo-assinado insuflado pela “santa aliança” veio a público. Nele, de forma desesperada, a REItoria tenta defender que “Gulnar e Deusdará” são conhecidos por sua trajetória em defesa do ensino público. MENTIRA!
A única movimentação que a REItoria atual fez, em 9 meses, foi a de acabar com a assistência estudantil. E, diante da luta estudantil (que conseguiu mais de R$ 150 milhões), optou primeiro pela enganação. Depois, pela criminalização.
Está claro para todos os estudantes em luta na UERJ que a REItoria não defende a educação pública, gratuita e à serviço do povo. Ao invés de cumprir com o seu papel de defender a UERJ dos ataques do governo genocida de Cláudio Castro, prefere se aliar à ele. Cortando todos os canais de diálogo, parecem mesmo estar de “birra” para sair por cima diante de estudantes tratados como monstros. Mas já fracassaram! A escolha política de aliar-se com professores do Instituto Millenium é a comprovação de que seu caminho é a universidade elitista, que coloca os estudantes pobres para fora.
Não houve um só momento em que professores de diferentes cursos deixaram de prestar seu apoio indo à ocupação, dando a sua solidariedade de modo ativo. Não deixamos de dialogar com os servidores e com os trabalhadores terceirizados – muitos destes se encorajaram com a luta estudantil e denunciaram assédio moral e atraso de salário.
O único caminho que conseguiu alguma vitória, não só na UERJ, mas em todo o País, é a luta combativa através da GREVE DE OCUPAÇÃO. Em 54 dias, os estudantes conseguiram algo que na greve da educação não conseguiu: verbas que garantem o funcionamento. Com a greve de ocupação, os estudantes aprendem que o co-governo estudantil não é apenas possível, mas necessário!
Ocupar e Resistir!
Rebelar-se é justo!
Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR
17 de Setembro de 2024.
Publicado originalmente no Heraldo Rojo. Nos solidarizamos e apoiamos a luta das massas em Assam na Índia, particularmente a luta dos estudantes do Instituto Indiano de Tecnologia de Guwahati (IIT-G), que enfrentam a criminalização da luta por parte do velho Estado indiano, diante de uma situação que guarda muita semelhança com as lutas que os estudantes travam no Brasil, inclusive com o que ocorre nesse momento na UERJ.
Um estudante foi encontrado morto no seu quarto em Guwahati, Assam, na segunda-feira, 9 de setembro. O jovem estava estudando no Instituto Indiano de Tecnologia de Guwahati (IIT-G). Parece que o estudante cometeu suicídio. No mesmo dia, fortes protestos eclodiram no campus por parte dos estudantes. Eles culparam as autoridades do IIT-G pelo incidente. Mais de 3.000 estudantes se reuniram exigindo justiça e denunciaram o tratamento desumano dado aos alunos. Eles exigiram a renúncia das autoridades da universidade. Neste ano de 2024, vários alunos já cometeram suicídio no IIT-G.
As autoridades, em primeiro lugar, desconsideraram a raiva dos alunos, rindo do falecido e das exigências dos alunos. As autoridades educacionais também proibiram os jornalistas de entrar no campus durante os protestos, primeiro pedindo especificamente que o fizessem e depois fechando os portões do campus. Depois de provocar os alunos na segunda-feira, foi anunciado na quarta-feira, 11 de setembro, que uma das principais autoridades do instituto havia se demitido e que outras medidas estavam sendo discutidas. Mesmo assim, os alunos continuaram a exigir novas demissões de outros funcionários da alta burocracia universitria e de professores específicos do IIT-G.
Também nesta semana houve uma tentativa de despejo de camponeses de terras estatais em Assam, que foi enfrentada pelos camponeses que estavam vivendo e trabalhando nessas terras. O confronto levou mais de 1.000 manifestantes a enfrentarem com facas e pedras as forças repressivas do velho Estado indiano, que dispararam munição letal contra as pessoas. O confronto resultou em dois civis mortos e 35 pessoas feridas, incluindo 22 policiais.
Esses são apenas alguns dos inúmeros protestos que ocorrem com frequência em Assam, uma região no nordeste da Índia, que faz fronteira com Manipur e tem um longo histórico de todos os tipos de protestos e lutas contra o velho Estado indiano. Há alguns anos, houve um levante armado que afetou os estados de Assam e Mizoram, no qual o velho Estado indiano sofreu várias baixas entre suas forças repressivas.
Assam mostra mais uma vez o quanto o nordeste da Índia é conflituoso e demonstra a situação explosiva do sudeste asiático em geral e do velho Estado indiano em particular. Nessa área, ele tem de lidar com Manipur, que está ficando cada vez mais fora de controle, bem como com outras áreas que precisam apenas de uma pequena faísca para que o barril de pólvora exploda e as massas se revoltem novamente, como aconteceu agora em Assam.
Na última semana, os estudantes derrotaram a tentativa de desocupação por parte da REItoria mais anti-democrática da história da UERJ. Gulnar e Deusdará, que seguiram o caminho da criminalização dos estudantes e tinham marcado o dia para a desocupação, saíram mais enfraquecidos do que já estavam: os estudantes em luta iniciaram uma ampla campanha em defesa de sua luta.
Após a Procuradoria Geral da universidade lançar um ultimato marcando data para a desocupação (quinta-feira, 12/9 às 10h), os estudantes em luta imediatamente convocaram todos todas e todos para iniciaram uma vigília imediatamente. O resultado foi que mais de 200 estudantes adentraram os portões da UERJ na data da suposta desocupação, após uma expressiva manifestação contra a criminalização de quem luta.
Mas não só: a ditadora Gulnar sofreu grande derrota quando veio a decisão da juíza. A administração central estava pedindo reintegração de posse imediata, com o uso de força repressiva, além de citar nominalmente cinco estudantes, um servidor e estabelecer uma multa diária de R$ 10 mil para cada ocupante. Pela força de nossa luta combativa e independente, o judiciário rejeitou o pedido de reintegração de posse e solicitou uma reunião de negociação entre os citados e a REItoria.
Até aqui o regime ditatorial imposto na UERJ atuou com truculência diante da maior luta da história recente de nossa universidade: cancelando sessões do CONSUN, recusando-se a comparecer nas reuniões com o Comando de Greve e criminalizando os estudantes no jornalão lixo O Globo e através de pedido de reintegração de posse. Agora, porém, o tiro saiu pela culatra e ela terá que se sentar para negociar com os estudantes.
Uma grande campanha contra a criminalização dos estudantes e servidores em luta na UERJ está em curso. Novas e maiores mobilizações estão em curso, e são parte inseparável da luta pela revogação da AEDA 0038/24, a AEDA da FOME.
Luta ganha fôlego
Para os que achavam que a luta iria parar, que estávamos chegando ao fim da luta, e que seria o momento de abaixar nossas bandeiras, a semana que passou na UERJ foi uma surpresa. Mas não para os estudantes em luta.
No dia 4/9 o vice-REItor, Bruno Deusdará, se recusou a receber o ofício do Comando de Greve para negociação. Seis dias depois, a REItoria lançou uma nota afirmando que buscaram negociar e que “seguirão amplaiando a participação discente”. MENTIROSOS! Nessa altura, já estava sendo feita o INACEITÁVEL pedido de reintegração de posse, criminalizando o conjunto de estudantes e citando nominalmente estudantes pobres, pretos e que estão ocupando a universidade.
A verdade é que a intransigência da REItoria mobilizou mais estudantes. Rapidamente, assembleias de curso foram marcadas, relatos de estudantes revoltados com a ausência da bolsa para pagar as contas de setembro encheram as páginas das redes sociais e novas pessoas somaram-se à luta.
Enquanto isso, a Ocupação cresceu. Na quinta-feira, um grande ato no portão 5 levantou a denúncia contra a criminalização provocada pela REItoria. Mais de 100 estudantes participaram com faixas, cartazes e palavras de ordem (entre eles um grande bloco de estudantes da ocupação da Enfermagem). Ao mesmo tempo, dezenas de estudantes chegavam a todo instante para reforçar os piquetes, mesmo com as ameças dos seguranças “capas-pretas”. O burburinho que corre nos corredores é que nem servidores públicos são, e que devem ser seguranças privados contratados por fora com o dinheiro desviado.
Enquanto os estudantes pobres reforçavam a luta, aprendendo (na prática) como se organiza uma verdadeira luta popular, a REItoria realizava a “marcha da família com deus da UERJ” juntamente com a pró-reitora do Instituto Millenium.
De um lado, os estudantes pobres, sem bolsas e com contas vencidas. Do outro, a burocracia universitária, com salários que passam de R$ 30 mil em dia posando para a TV Globo denunciando práticas “agressivas” e “bárbaras” dos estudantes. Para a REItoria do PT/PSOL, a tática secular de ocupações de universidades é “agressiva”. Mas sobre o fim dos auxílios e bolsas (que na prática bota para fora da UERJ milhares de estudantes); sobre o uso da segurança patrimonial da UERJ como polícia política dentro do campus (tendo agredido estudantes, inclusive estudante PCD); e o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo pela PM assassina de Cláudio Castro dentro do nosso campus Maracanã – isso não é “agressivo”.
Finalmente, os estudantes conseguiram uma grande vitória: diante da sanha repressiva da REItoria, levantaram alto a bandeira de que “nossa luta é justa!” e de que só desocuparemos quando tivermos nossos direitos garantidos!
O próximo passo é seguir elevando nossa luta. Derrotar a manobra política do DCE e oportunistas que querem trair nossa luta, sabotando a próxima assembleia estudantil de 16 de setembro. Após a reunião de negociação, é preciso seguir denunciando a tentativa de criminalização do Movimento Estudantil Combativo da UERJ.
Lutar não é crime! Abaixo a ditadura de Gulnar/Deusdará!
Diante do isolamento político após fracassarem as tentativas de impôr à fórceps a retirada das bolsas e auxílios aos estudantes pobres, só restou à REItoria o caminho utilizado desde sempre contra aqueles que se levantam contra todo tipo de injustiça: a criminalização da luta.
Na tarde do dia 12 de setembro, a REItoria ajuizou um pedido de reintegração de posse estabelecendo multa diária de R$ 10 mil para cada ocupante, pedindo para a Justiça reacionária utilizar a força de repressão contra estudantes em luta, além de citar nominalmente cinco estudantes e um servidor.
O que há em comum entre eles é unicamente o fato de apoiarem decididamente o movimento político em defesa da Assistência Estudantil para os estudantes pobres. O precedente aberto pela REItoria da UERJ é gravíssimo. Se não for completamente aplastada, essa manobra pode ampliar-se para a luta estudantil de todo o Brasil.
A ofensiva fascista na UERJ chega, agora, ao seu momento mais agudo. Desde o início da gestão, a REItoria mais antidemocrática da história da nossa universidade está se articulando com setores da extrema-direita dentro da UERJ (com figuras como a nefasta Lucia Helena, do Instituto Millenium). Agora, dá um passo a mais pedindo a desocupação imediata “e à força, se necessário”.
Se a REItoria quisesse negociar, era só ter aceitado a convocação do Comando de Greve e discutir com o conjunto dos ocupantes. Desde o início, a única condição para a negociação era a desocupação. Quem é o intransigente?
Recheada de mentiras, o pedido chega mesmo a citar que na UERJ “impera a baderna”, julgando como verdadeiras tudo o que é veiculado pelo jornalão apoiador do regime militar O Globo e também outros portais igualmente reacionários. A canalha da Gulnar também afirma que há “excesso do direito de manifestação”, demonstrando que, por trás de sua máscara de “REItoria do PT/PSOL”, esconde-se na verdade Cláudio Castro, Bolsonaro, MBL e toda podridão política que impera na política oficial brasileira. Esse sim elementos estranhos à UERJ, como o fascistinha “Mamãe apanhei” que tentou invadir nossa Ocupação na noite de ontem e foi colocado para correr!
O que existe é excesso do direito de manifestação desses elementos antipovo. No dia de ontem, a REItoria Gulnar, após dar nova entrevista para a Globo, organizou a “marcha da família com deus na UERJ” onde estavam presentes, além da professora Millenium, outros professores que agrediram estudantes e convidaram o MBL para dentro da UERJ.
Não vamos aceitar a criminalização de estudantes pobres. São jovens estudantes que lutam para poder ter acesso à educação diante do cenário político de terra arrasada de direitos para o povo brasileiro, com um governo estadual de extrema-direita e um governo federal da coalizão oportunista que concilia com a milicada golpista, pavimentando o caminho para o crescimento do fascismo.
Nenhum passo atrás!
Lutar não é crime!
Rebelar-se é justo!
Como tarefa fundamental do nosso movimento de promover ativamente a cultura popular e revolucionária do nosso país e do mundo, divulgamos aqui essa importante gravação do hino da revolução agrária feita pelo grupo musical Terravante.
Viva a Liga dos Camponeses Pobres!
Viva a Revolução Agrária!
A luta pela assistência estudantil e contra a AEDA da FOME deu um salto com a manifestação realizada nesta quinta-feira (5/9). Mais de 100 estudantes tomaram as principais ruas do entorno da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tirando do papel a definição de fazer um protesto fechando as ruas com pneus em chamas, o ato defendeu efetivamente a permanência dos 5 mil estudantes que já estão sofrendo com o corte da Bolsa Apoio Vulnerabilidade Social (BAVS) neste mês de setembro.
Com panfletos, faixas, cartazes e bandeiras, o ato teve início por volta de 18h30. Os estudantes, professores e técnico-administrativos se reuniram na entrada da Faculdade de Enfermagem que, assim como a REItoria, está ocupada pelos estudantes.
Luta radicalizada
Mesmo com ameaças dos assassinos da Polícia Militar e seus auxiliares – os pelegos eleitoreiros – o ato tomou as ruas e terminou com uma altiva resposta à covarde agressão da PM. Desde os primeiros momentos, o Movimento Estudantil Combativo impediu a passagem dos carros, chamando a atenção dos trabalhadores para a revoltante situação da assistência estudantil.
O bloco do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) levantou alto a consigna UERJ SEM BOLSAS É FOGO!, colocando em prática a deliberação do conjunto de estudantes na assembleia, quando aprovaram que o trajeto do ato na Radial Oeste com pneus em chamas.
Palavras de ordem foram cantadas, denunciando o governador inimigo da educação, Cláudio Castro. A REItoria de Gulnar/Deusdará também foi desmascarada durante o ato. Eleita com um discurso de “esquerda”, estão criminalizando os estudantes, levantando mentiras (como de que “os estudantes se enriquecem com as bolsas”) e apostando na desmobilização popular. Tiveram o que mereceram! Um boneco com o rosto da REItoria e do vice-REItor foi incendiado.
O ato foi uma clara demonstração que a luta só vai parar com a vitória dos estudantes: a revogação da AEDA 0038 e a garantia da permanência estudantil para todos e todas!
As pedras voam e eles gritam!
Assim que se levantou a barricada de pneus em chamas, o ânimo dos presentes no ato aumentou visivelmente. Estudantes independentes foram para a linha de frente. Enfrentaram a PM com mastros e uma viatura foi obrigada a recuar. Outros pneus foram colocados, aumentando a barricada em chamas. Em nenhum momento, as palavras de ordem cessaram: denunciando a PM que mata pobre todo dia, muitos estudantes se mantiveram mobilizados.
A exceção foram os dirigentes do movimento Correnteza (UJR/PCR), que cumpriram a risca seu papel desmobilizador. Desde o início do ato, esses pelegos agiram na base da truculência e do autoritarismo, tentando impedir que estudantes independentes seguissem com suas faixas e bandeiras. Controlando uma tal de “comissão de segurança” que agiu como leão para cima dos estudantes e um gatinho diante dos assassinos da Polícia Militar. Depois que as barricadas se levantaram, essa gente já tinha recolhido suas bandeiras e entrado com o rabo entre as pernas pra dentro da universidade. Fracassaram!
Proibidos de entrar no campus, os assassinos da PM lançaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral dentro da UERJ. Foram respondidos por pedras lançadas pelos estudantes cansados de tanta repressão.
O Novíssimo, por sua vez, não contribuiu com nenhuma ação efetiva para a combatividade da manifestação. Pelo contrário: não toparam fechar todas as pistas da Radial Oeste e, além de, na hora H, esconderem-se atrás de nosso bloco, acusaram nossos militantes de realizarem uma “ação isolada das massas”. Para quem tinha dúvida de quais bandeiras iriam ser renunciadas, o ato da UERJ é bastante ilustrativo.
Nenhum estudante em luta se engana mais: a única saída para a ocupação da REItoria é manter a bandeira da combatividade nas alturas. Nenhuma ilusão com a atual REItoria: possuem a mesma prática da extrema-direita bolsonarista! Nenhuma confiança com o oportunismo, que já começa a se unir com os estudantes de direita contra a “paralisação”!
Ir ao combate sem temer: ousar lutar, ousar vencer!
Movimento Estudantil Popular Revolucionário – Setembro de 2024
Como parte da campanha internacional em defesa da Guerra Popular das Filipinas, diversas organizações revolucionárias estudantis e de juventude do Brasil tomaram parte ativa, e gravaram o vídeo abaixo que nós temos a honra de publicar:
Intervenção no vídeo em inglês:
Away from Brazil, we, of the youth’s and studants’ revolutionary organizations, demonstrate our solidarity, great esteem and reverence in memory of the heroes of the Philippine people, that. for decades, struggle for the New Democracy Revolution and fight against the reactionary semi-colonial and semi-feudal Philippine Old State, vassal of the imperialism. The martyrs’ abnegate stories of life and their strugle inspire us to continue to fight for the New Democracy Revolution uninterrupted to Socialism in our country, serving to the Worldwilde Proletarian Revolution, on the path of the shining Communism, our final target. The comrades Ka Mabel and Ka Reb, martyred in combat with the Philippine Old State, are immortal, once their stories of life are inspiration for the youth revolutionaries worldwide. Their stories enlighten the combat trenches of our people, and invite us to move forward.
Long live the people’s war in the Philippines!
Long live the people’s war in the Philippines!
Eternal honor and glory to their martyrs!
Eternal honor and glory to their martyrs!
Intervenção no vídeo em português:
Desde o Brasil, nós das organizações revolucionárias estudantis e de juventude nos solidarizamos e inclinamos nossas cabeças em memória às heroínas e heróis do povo Filipino, que por décadas luta pela Revolução de Nova Democracia combatendo o reacionário estado filipino semicolonial e semifeudal serviçal do imperialismo. Os exemplos de vida abnegada e luta dos mártires nos inspiram a seguir lutando pela Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo em nosso país, a serviço da Revolução Proletária Mundial, no rumo do luminoso Comunismo, nossa meta final. As camaradas Ka Mabel e Ka Reb, assassinadas em combate pelo velho estado Filipino, são imortais, pois seus exemplos de vida são inspirações para jovens revolucionários de todo o mundo. Seus rostos iluminam as trincheiras de luta de nosso povo e nos conclama a seguir adiante.
Viva a Guerra Popular nas Filipinas!
Viva a Guerra Popular nas Filipinas!
Honra e Glória eternas a seus mártires!
Honra e Glória eternas a seus mártires!
Reproduzimos abaixo matéria publicada no Jornal A Nova Democracia de uma importante Assembleia Popular realizada em uma escola pública estadual na região metropolitana de São Paulo.
Comunidade escolar se mobiliza contra transferência de alunos para prédio precário
Pais, alunos, professores e moradores da região escolar promoveram uma Assembleia Popular no dia 5 de agosto contra os ataques ao direito de ensino na Escola Estadual Esmeralda Becker. A escola, que existe há mais de 28 anos na região da Aldeia de Carapicuíba, tem resistido bravamente aos interesses do poder público de fechá-la.
Após o final das férias escolares, pais e alunos foram coagidos a aceitar uma mudança do prédio escolar. Contudo, o novo prédio, onde funcionava uma faculdade que foi fechada há mais de 5 anos, não comporta os mais de 300 estudantes do ensino fundamental e médio, além de ficar localizado em um local de mata trazendo insegurança para pais e alunos.
As tentativas de fechamento da escola ocorrem desde 2015, quando houve o plano da reorganização escolar. Na época, o projeto foi barrado por uma ocupação estudantil. Com o sucateamento do ensino público, a escola tem sofrido com alagamentos e falta de infraestrutura para os alunos.
Por isso, a comunidade escolar se mobilizou e se manifestou pela melhoria do prédio. A prefeitura de Carapicuíba, em manobra malandra, decidiu mudar os alunos para o prédio precário em vez de reformar o atual.
Devido a situação de calamidade imposta aos alunos, os pais e a comunidade escolar se mobilizaram pelo restabelecimento imediato do prédio antigo com as devidas reformas. Cansados de serem ignorados pela diretoria de ensino e prefeitura, organizaram a Assembleia Popular para definir suas demandas e plano de luta para conquistá-las.
Paralisando a aula do dia, os estudantes fizeram uma manifestação em frente ao prédio da escola exigindo a realização da Assembleia no período das aulas. A PM então foi acionada para intimidar pais e alunos durante a manifestação, mais de 10 viaturas foram ao local para impedir que a Assembleia acontecesse. Tentativa essa frustrada pela combativa postura dos pais e alunos que conquistaram então o direito de realizar a Assembleia.
“Minha filha foi impedida de usar o banheiro durante a aula. Quando fui a secretaria reclamar me disseram que eu precisava de um atestado médico para comprovar que minha filha tinha a necessidade de ir ao banheiro frequentemente”, relata uma das mães. Como se trata de um local pequeno, a permissão aos alunos de ir ao banheiro é restringida pois o prédio conta somente com 1 banheiro para todos os mais de 300 alunos.
As denúncias também ilustram o problema de segurança do novo prédio: por se tratar de um local afastado numa região de mata, no primeiro dia de aula 3 televisores e a merenda da escola foram furtadas. Com o medo de que o episódio se repetisse o prédio passou a ficar fechado, o que gerou mais problemas.
“Uma vez uma professora saiu para fumar e ficou trancada para fora da escola por mais de 20 minutos até achar quem tinha a chave para abrir o prédio, e se fosse uma emergência? E se tivesse um incêndio? Ficaríamos 20 minutos trancados sem ter como sair”, denuncia a presidente do grêmio estudantil. A escola também não conta com funcionários na portaria e, segundo as denúncias, também não tem o alvará do corpo de bombeiros.
Revoltados com a situação, a comunidade escolar deliberou através da Assembleia Popular o plano de lutas para a conquista das reformas no prédio antigo onde a escola se instalava. “A questão das enchentes do prédio antigo se resolve com o tratamento do córrego que a prefeitura não quer fazer, que é um problema da região como um todo, aqui também vai alagar quando voltar o período das chuvas porque o córrego também passa por aqui” é o relato de um morador da região há mais de 48 anos explicando a necessidade da conquista do tratamento do córrego contra as enchentes.
Portanto, na Assembleia Popular ficou definido que a comunidade vai iniciar uma campanha para a volta das aulas no prédio anterior através de intensas manifestações já agendadas, e que, irá usar do espaço escolar para manter suas mobilizações através da independência e democracia da Assembleia.
Conheça o Primeiro Número da Revista Nova Aurora do MFP – Movimento Feminino Popular!
Em breve estará a venda pelas ativistas do MFP e do MEPR.