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PE: Estudantes do Povo combatem na linha de frente ombro a ombro com os posseiros de Barro Branco [Atualizado 21/10]


No dia 28 de outubro, os posseiros do Engenho Barro Branco (Jaqueira/PE) opuseram uma feroz resistência contra os mais de 50 homens armados organizados dos paramilitares bolsonaristas “Invasão Zero”, que realizaram um ataque aos camponeses a mando do latifundiário ladrão de terras Guilherme Maranhão. Os pistoleiros invadiram os sítios dos camponeses, destruíram plantações, dispararam mais de 100 tiros contra o povo, mas, diante da brava resistência dos posseiros, foram obrigados a recuar feridos e desmoralizados, mesmo com toda a cobertura dada pela Polícia Militar a esse criminoso ataque do latifúndio.

Estudantes do Povo dos Coletivo Mangue Vermelho (MV) e Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) estiveram ombro a ombro com os camponeses na linha de frente da resistência ao ataque do latifúndio, cumprindo o seu dever político de defender o povo e seu juramento de servir ao Povo de todo coração, ser tropa de choque da Revolução Agrária, se vinculando profundamente ao bravo campesinato brasileiro. Os estudantes do Povo, que organizaram a ida de uma delegação a Barro Branco para aquele mesmo dia em Missão de Solidariedade aos posseiros, diante do ataque covarde da pistolagem latifundiária da extrema-direita, prontamente se postaram ombro a ombro com os camponeses e participaram de sua contundente resistência para impedir o avanço do latifúndio. Mesmo com três camponeses e uma estudante feridos à bala pelos pistoleiros, a força organizada e combativa do campesinato posseiro e da juventude combatente derrotou com destemor os pistoleiros, que recuaram com o rabo entre as pernas escoltados pela Polícia Militar.

Saudamos a intrépida combatividade dos camponeses e estudantes do Povo nessa exemplar batalha, que permaneceram firmes e resolutos nas mais de 6 horas de confronto, encurralando as hordas paramilitares bolsonaristas. Esta feroz resistência barrou e repeliu com a justa violência popular a tentativa de massacre das massas por estes covardes, impedindo que seguissem destruindo as casas, plantações e os sítios do povo, construídos com tanto suor e luta. Coesionados em torno da bandeira da combativa Liga dos Camponeses Pobres, no momento em que o primeiro camponês tinha acabado de ser alvejado pelos pistoleiros, ouviu-se um brado firme, ordenando: “Companheiros, vamos ganhar essa batalha e ela será dedicada ao companheiro ferido!”, com o que todos camponeses e estudantes redobraram suas forças, fazendo saltar à frente sua resistência com mais ferocidade ainda. Nós, estudantes do Povo da juventude combatente, saudamos o campesinato pobre de Barro Branco e nos sentimos honradas e honrados de ter participado desta batalha ombro a ombro com os companheiros posseiros de Barro Branco e seguimos a postos para a continuidade da luta até a vitória.

Saudamos com todo ardor revolucionário a combativa companheira Cecília, estudante de Pedagogia, atingida no pé pelas balas dos pistoleiros, por sua solidariedade aos camponeses e firmeza na luta. Nos dias que se seguiram ao combate de Barro Branco, a companheira seguiu ativa mobilizando os estudantes da universidade e denunciando ativamente os crimes do latifúndio contra os camponeses e aqueles que os apoiam, passando em salas de aula em cadeira de rodas e à frente do Ato de Solidariedade à brava Resistência Camponesa de Barro Branco. Este Ato, organizado pelo Comitê de Apoio à luta dos Posseiros de Barro Branco (CdAPBB), mobilizou mais de 150 estudantes e professores e dezenas de organizações populares e democráticas em frente ao Centro de Educação, no dia 03 de outubro. Fazendo jus à tradição de luta das e dos estudantes de pedagogia de todo o País, a companheira Cecília e todas(os) estudantes presentes na batalha dos posseiros de Barro Branco, seguem o exemplo de nossa querida companheira Remís Carla de “derrubar os muros da universidade, servir ao povo no campo e na cidade”.

A juventude combatente de Recife continuará levantando alto a bandeira da Revolução Agrária, como primeira etapa da Revolução de Nova Democracia, único caminho para transformar o atual estado de coisas e fazer a Revolução em nosso País. Transformaremos Recife em uma poderosa caixa de ressonância da resistência camponesa, tarefa fundamental do verdadeiro Movimento Estudantil democrático revolucionário, independente, classista e combativo. Lutaremos até o fim contra todos os crimes do latifúndio contra o povo, que só podem cessar com a sua destruição completa. A juventude combatente em Barro Branco ecoou uma vez mais o brado combativo da luta camponesa de nosso País: “O risco que corre o pau, corre o machado!” fazendo tremer a todos latifundiários, seus pistoleiros e as hordas paramilitares bolsonaristas, covardes e demais reacionários!

Viva a Revolução Agrária! Morte ao latifúndio!

Viva a Liga dos Camponeses Pobres!

Viva a juventude combatente!

Servir ao povo de todo coração, tropa de choque da Revolução!

Ousar lutar, ousar vencer!

Recife, outubro de 2024

Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Coletivo Mangue Vermelho

MEPR

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