Vitória da luta anti-imperialista: Estudante preso político anti-imperialista é solto em Recife

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Republicamos de A Nova Democracia

Após 1 mês e 5 dias encarcerado, o estudante preso político anti-imperialista foi libertado no dia 05 de março. A soltura ocorreu após uma intensa campanha – iniciada por organizações e entidades estudantis – para sua libertação, que se desenvolveu através dezenas de atividades intensas de colagens, panfletagens e agitações entre o povo, que paulatinamente nacionalizaram e internacionalizaram a luta pelo fim da criminalização da luta anti-imperialista.

Após o estudante ser solto, as organizações anti-imperialistas e democráticas que se aglutinaram em torno da campanha de soltura afirmaram que “Saudamos efusivamente todas as organizações, apoiadores e democratas que fizeram parte dessa campanha”. Durante a campanha foram realizadas atividades de panfletagem, colagem de cartazes, manifestações que mobilizaram operários, camponeses, indígenas, estudantes, intelectuais progressistas e artistas, do funk ao punk.

Tomaram parte da campanha, organizações, entidades e figuras como: a Liga Anti-Imperialista (LAI), o Coletivo Mangue Vermelho, o Movimento Ventania, o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe), o Movimento Estudantil e Independente – UEM Presente!, o Comitê de Apoio à Luta dos Posseiros de Barro Branco/Jaqueira, camponeses da Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste (LCP), a Executiva Catarinense de Estudantes de Pedagogia (ExCEPe), a Executiva Maranhense de Estudantes de Pedagogia (ExMAePe), a Frente Cearense de Apoio à Resistência Palestina (FCAR Palestina), os indígenas Guaranis-Kaiowás, o Coletivo Caruá, o Coletivo Cultural Renato Nathan (Corena), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), a Associação Brasileira de Advogados do Povo – Gabriel Pimenta (ABRAPO), o Partido Operário Revolucionário (POR), o Partido da Causa Operária (PCO), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) e o Sindicato dos Servidores e Servidores dos Institutos Federais de Pernambuco (SINDISIFPE), o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), o Movimento Urbano dos Trabalhadores Sem-teto (MUST), a Associação Pernambucana de Anistiados Políticos (APAP), além de dezenas de Diretórios e Centros Acadêmicos por todo o país.

Em entrevista ao Jornal A Nova Democracia (AND), um ativista anti-imperialista de Recife afirmou que “mesmo que, para a Polícia Militar de Pernambuco, se solidarizar com um país invadido e bombardeado seja caso de cadeia e bala” a luta deve continuar, contra as agressões à Palestina, Venezuela, Irã e iminente ataque à Cuba e pelo fim dos processos e a perseguição aos anti-imperialistas.