PE: Coletivo Mangue Vermelho e Movimento Ventania prestam solidariedade às vítimas das enchentes no Recife

Diante da fatídica chuva torrencial ocorrida no 1º de maio e nos dias que se seguiram em Recife, na Região Metropolitana e na Zona da Mata de Pernambuco, causa de enchentes, deslizamentos de encostas de morros, desalojamentos e mortes entre a população pobre da região, – situação que impediu a realização dos atos pelo Dia do Proletariado Internacional – o Coletivo Mangue Vermelho e o Movimento Ventania se colocaram na linha de frente na campanha de solidariedade para ajudar as vítimas desta catástrofe. A situação calamitosa foi mais um crime anunciado contra o povo pobre, que historicamente é empurrado para habitar áreas de risco e inadequadas para moradia, como encostas de morros e áreas de alagamento.

Com sua rede de apoiadores, os coletivos rapidamente arrecadaram e distribuíram roupas para os atingidos e desabrigados pelas enchentes. A solidariedade se estendeu para as várias ocupações urbanas no Recife, em especial para a ocupação Márcio Wanderley, cuja maioria dos barracos ficou debaixo d’água com a enchente.

Por volta das 22h, em meio às fortes chuvas, os ativistas foram entregar as doações na ocupação Márcio Wanderley. Além disso, panfletaram para as famílias a Declaração de 1º de Maio da Liga Anti-Imperialista Internacional (LAI), pois, se os revolucionários não puderam marchar nas ruas no Dia do Proletariado Internacional, foram onde estava a mais profunda sangria do povo do Recife para apoiá-los.

A ocupação fica localizada no bairro de Dois Irmãos, nas margens do rio Camaragibe, em Recife. A inundação das margens deste rio tomou conta do local, o que fez a água subir até cerca de 1,20m de altura em alguns pontos e, em outros mais críticos, a água chegou a bater no teto das moradias, afetando cerca de 60 famílias de trabalhadores sem-teto. Com isso, a população local perdeu todos os seus pertences: roupas, colchões, eletrodomésticos e outros bens materiais de mobília. Esta terá que limpar e reconstruir os seus barracos de agora em diante, e para isso necessita de apoio material e de solidariedade.

Atualmente a ocupação Márcio Wanderley está na fase de arrecadação de doações para se reerguer. Com o trabalho de solidariedade, os ativistas estão indo ao auxílio das massas mais profundas do nosso povo e, ombro a ombro com os moradores da comunidade, o Coletivo Mangue Vermelho e o Movimento Ventania mostram que está certo quem diz que “Só o povo salva o povo!”.

ELEIÇÃO NÃO, REVOLUÇÃO SIM!

DERRUBAR OS MUROS DA UNIVERSIDADE, SERVIR AO POVO NO CAMPO E NA CIDADE!

REBELAR-SE É JUSTO!

MEPR Autor

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