PE: Mangue Vermelho e Movimento Ventania se somam a combativa manifestação contra a policia militar fascista em Recife

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No dia 2 de agosto mais um crime contra o povo foi cometido pela fascista policia militar do estado de Pernambuco. O marmorista Ailton Virgílio Vasconcelos, conhecido em sua comunidade como Guiça, foi covardemente assassinado por um policial fora de serviço. Policial já conhecido na região por sua postura de assediador, o mesmo virou a noite bebendo e se envolveu em uma confusão após assediar uma mulher e tentar disparar contra o seu marido, que revoltado com a situação decidiu intervir. A bala atingiu Guiça e a população no local acionou a policia militar que, ao chegar, impediu a passagem de ajuda médica, levando o trabalhador à morte. Após o assassinato, o cabo da PM-PE fugiu covardemente em seu carro. O crime ocorreu por volta das 16h na praça da Várzea, bairro onde fica localizada a Universidade Federal de Pernambuco e que conta com ampla atuação do Movimento Estudantil combativo e independente.

No dia seguinte ao vil assassinato, a família de Ailton e as massas revoltadas com o acontecido se levantaram em protesto e fecharam a Avenida Afonso Olindense, uma das principais avenidas do bairro, prejudicando o transito da região por algumas horas. No dia 7 de agosto, por volta das 17h, estudantes e trabalhadores se uniram em um novo ato, elevando o nível da combatividade e fechando completamente a Avenida Caxangá, principal avenida da Zona Oeste do Recife, e principal acesso para Camaragibe. O ato causou intenso transito na região, gerando congestionamento da zona oeste até o centro da cidade. O protesto foi acompanhado de ponta a ponta pela facínora polícia militar que, com fuzis nas mãos, tentaram a todo momento desmobilizar o ato. Foram seguidas tentativas de, através da “conversa”, fazer com que os manifestantes liberassem, pelo menos parcialmente, a via, porém os trabalhadores e estudantes que compunham a manifestação se mantiveram firmes em sua decisão, apenas liberando a avenida quando a família da vítima, que convocou o ato, pediu para que a mesma fosse liberada. Durante todo o ato, mesmo com a constante presença policial, se somavam mais e mais manifestantes, alguns que conheciam Guiça de longa data e outros que, vendo a justeza da manifestação, decidiam se unir a mesma. Os manifestantes puxaram palavras de ordem por justiça “PM bandido, tem que ser punido!”; “Igor assassino!” que demonstram a raiva das massas diante da injustiça cometida por essa nojenta polícia militar do estado de Pernambuco.

Manifestantes fazem corrente humana para bloquear a Avenida Caxangá de uma ponta a outra.

Tremulou durante todo o ato as bandeiras que representam a juventude combatente no Recife, cumprindo firmemente a tarefa dos jovens revolucionários de servir ao povo de todo coração, se vincular profundamente às lutas das massas mais profundas de nossa sociedade. O camarada Stalin afirmava: “A juventude revolucionária é reserva e tropa de choque da revolução”. É o dever de toda a juventude comprometida com a destruição dessa velha sociedade de miséria e servidão de seguir com todo o vigor esse aporte do camarada Stalin, de se colocar ombro a ombro com as massas e não temer nem por um segundo a rebordosa dos reacionários.

Qual é o critério que permite determinar se um jovem é ou não é revolucionário? Como fazer tal distinção? Apenas existe um critério: verificar se este jovem quer ou não ligar-se às grandes massas operárias e camponesas e se, efetivamente se liga a elas” (Mao Tsetung em “A orientação do movimento da juventude – 4 de maio de 1939)


JUSTIÇA POR GUIÇA!

REBELAR-SE É JUSTO!