Viva a rebelião das massas que se espalha por todo o mundo!

“O marxismo consiste de milhares de verdades, que podem todas ser resumidas em uma só, de que a rebelião se justifica”.

Presidente Mao Tsetung

Diante da crise de decomposição geral sem precedentes do imperialismo, ataques da reação aos direitos fundamenteis do povo, explosões de massas crescem em todas as partes do mundo.

Na Bolívia o novo gerente de turno reacionário de Rodrigo Paz, mais um lambe-bota do imperialismo ianque na região já iniciou derrotado: em uma mobilização massiva varrendo o país de cima a baixo camponeses e operários realizaram uma vigorosa e combativa greve geral, jogando o governo na parede que mesmo com uma repressão brutal não foi capaz de deter o avanço do movimento de massas, sendo obrigado a recuar em várias medidas e ficando contra a parede, sendo sustentado a duras penas pelo celerado Trump.

Greve Nacional na Bolívia derrubou o Decreto 5503. Foto: Reprodução/ Resumen Latinoamericano.

No Chile o gerente de turno da extrema-direita Antônio Kast, outro capacho do imperialismo ianque, já enfrenta desaprovação recorde. Ao seguir o receituário do Banco Mundial e do FMI de aplicar medidas de austeridade contra o povo para “conter a crise”, tem enfrentado amplas mobilizações combativas, principalmente a luta estudantil com centenas de manifestações por todo o país.

Estudantes durante uma marcha contra as políticas de corte no orçamento educacional aprovadas pelo presidente chileno, José Antonio Kast, em Santiago, em 1º de outubro de 2026. Na véspera, Kast anunciou seu projeto de orçamento para 2027. Foto: RODRIGO ARANGUA / AFP

Na Espanha as mobilizações que já haviam se iniciado em defesa do direito sagrado a moradia, se intensificaram após o despejo de Maricarmem Abascal, uma idosa de 87 anos que foi retirada a força do apartamento que vivia em Madri, desencadeando manifestações combativas por todo o país.

Mobilizações na Espanha inundanda por bandeiras vermelhas. Foto: CJS.

Na França estudantes secundaristas e universitários tomaram as ruas para enfrentar todo os ataques sistemáticos do velho Estado imperialista contra o ensino público e gratuito. Milhares de massas empunhando suas bandeiras vermelhas de luta colocam as forças repressivas para correr. Desde já saudamos os nossos companheiros da Juventude Comunista da França recentemente reconstituída em um vitorioso primeiro congresso, que tem tido um papel-chave para dar a correta direção revolucionária para o movimento que tem derrotado sucessivamente a máquina de guerra repressiva do velho Estado imperialista. As imagens das manifestações combativas enchem de ânimo e entusiasmo revolucionário os estudantes e jovens de todo o mundo.

Sob a bandeira da Juventude Comunista, secundaristas ocupam as ruas de Clermont-Ferrand. A organização atua nos bloqueios e defende ampliar a rebelião. Foto: Maxime Fraisse/Hans Lucas/Reprodução

Na Índia o governo fascista bramânico hindutva de Modi fez de tudo para afogar em sangue e deter a marcha heroica revolucionário indiano que prossegue sua gloriosa Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (maoista). Mesmo cometendo toda a sorte de crime contra os comunistas, revolucionários, democratas e massas populares da Índia, a operação “Kagaar” que supostamente seria a operação final contra os maoistas, foi derrotada. Durante todo esse período cresceu o apoio e solidariedade internacionalista com a Revolução Indiana, assim como explodiu dentro do País milhares de lutas combativas das massas, especialmente a luta contra todo o sistema fraudulento do governo fascista na realização de exames e concursos públicos. Aos berros Modi acusa a tudo e a todos de “naxalitas”, milhares de jovens e trabalhadores foram presos, e mesmo assim o protesto popular segue crescendo de forma combativa e explosiva. A luta do povo indiano é uma demonstração uma vez mais de que não existe derrota definitiva para o proletariado, e que nenhuma repressão por mais brutal que seja jamais deterá o avanço da luta revolucionária.

Em meio as mobilizações massivas na Índia estudantes revolucionários puxam boicote à farsa eleitoral. Foto: Reprodução/Facebook.

São tantas lutas que seriam necessário centenas de páginas para dar cabo das rebeliões que se alastram em todo o mundo. As guerras populares em curso seguem avançando derrotando os cercos da reação no Peru, Índia, Turquia e Filinas, mal começou o governo farsesco da criminosa Keiko Fujimori no Peru que as primeiras mobilizações combativas já se iniciaram. Na Venezuela as massas foram para rua protestar de forma violenta contra os capituladores e a invasão ianque no seu país. Mesmo no bloqueio mais brutal já imposto pelo imperialismo ianque, o povo cubano resiste bravamente não cedendo as chantagens dos imperialistas. A bandeira da Palestina tremula na linha de frente de todas essas mobilizações, a entidade nazissionista de “israel” se encontra cada vez mais desmoralizada em todo o mundo, e em crise profunda desde o heroico 07 de outubro de 2023. A Heroica Resistência Nacional iraniana segue derrotando e frustrando os planos do imperialismo ianque na região, o celerado Trump cada vez mais rejeitado pelo seu próprio povo se afunda nas suas bravatas. A resistência nacional iemenita segue infringindo duros golpes nos lacaios do imperialismo ianque no Oriente Médio. Avança-se em todo o mundo o desenvolvimento das forças revolucionárias, com a incorporação crescente de novas forças na luta de classes, a fundação da Liga Anti-Imperialista (LAI) é parte desse processo.

Enquanto vemos esse desenvolvimento vigoroso da luta das massas em todo o mundo, onde corretamente as massas rompem cada vez mais as ilusões com a falsa “democracia”, tanto nos países imperialistas como nos países semicoloniais e coloniais, os revisionistas e oportunistas em todo o globo buscam infundir desânimo, desespero e medo nas massas ao verem cada dia mais fracassar seus projetos eleitorais, choramingando que o que se vê apenas é um “crescimento da extrema-direita”. Não movem uma palha sequer para mobilizar as massas fora das eleições, e diante das mobilizações sempre chamam a massa para não lutar ou dizem que as ações combativas “servem a extrema-direita”, enquanto veem fracassar dia e noite sua estratégia podre eleitoreira de defenderem as instituições corruptas e assassinas dos seus respectivos velhos Estados.

Em nosso país quando repercutem as notícias dessas rebeliões, muitos oportunistas já correm para dizer que aqui não seria possível, que a polícia é muito violenta, que o povo é isso e aquilo, temendo o crescimento da combatividade e do protesto popular. Isso é falso! Poderíamos aqui pegar toda a verdadeira história de luta do nosso povo desde 1500, marcada por rebeliões e revoltas violentas contra as classes dominantes, mas vamos pegar só o período recente da história do País: As heroicas jornadas de 2013 e 2014 onde a juventude combatente colocou fogo nas ruas de todo o País, derrotando a repressão e lançando milhares de jovens e trabalhadores para a luta revolucionária; as grandes ocupações secundaristas de 2015/2016 que derrotou por anos a aplicação da falsa “reforma do ensino médio”; as manifestações em Brasília em 2017 contra a reforma trabalhista que colocaram fogo nos prédios do velho Estado e a polícia para correr; os protestos massivos em 2019 contra os ataques do governo militar genocida de Bolsonaro à educação e a mobilização de greve geral contra a reforma da previdência; as resistências armadas camponesas que desferiram golpes duros no latifúndio e em toda a reação principalmente na Bahia, Pernambuco e Rondônia. Nesse ano vimos durante a greve da USP, as jornadas de maio, a juventude combatente derrotar em diversos momentos as forças repressivas do velho Estado nas suas vigoras ocupações.

Mobilizações secundaristas 2016
Greve geral de resistência naciona l2019
Camponeses da Área Revolucionária Tiago dos Santos RO
Camponeses da Área Revolucionária Manoel Ribeiro RO



Por isso saudamos de forma efusiva as grandes rebeliões que se alastram em todo o mundo, dando mostras mais uma vez que a extrema-direita e os fascistas são derrotadas por ações combativas revolucionária das massas, e não pelas velhas “democracias” apodrecidas e corruptas da qual são parte inseparável. Nós jovens e estudantes revolucionários seguimos lutando firmemente junto das massas no campo e na cidade, em defesa da Revolução Agrária, Democrática e Anti-Imperialista. Que os imperialistas e os reacionários tremam cada vez mais diante da força todo-poderosa das massas, vivemos um novo período de revoluções que varrerá para sempre toda essa velha ordem.

REBELAR-SE É JUSTO!

Coordenação Nacional do Movimento Estudantil Popular Revolucionário

MEPR

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