Nunca o sistema político do País atingiu um nível de desmoralização tamanha e desbragada corrupção em suas instituições, enquanto assistimos a crescente fascistização do Estado brasileiro, tal é a escalada de leis reacionárias anti-povo e o perfil policial-bandidesco dos membros do legislativo. Velho e genocida Estado de grandes burgueses e latifundiários, pró-imperialista, principalmente EUA, guardião do sistema de opressão e exploração de nosso povo e de subjugação da Nação em crise de dominação, dada a gravidade da crise do capitalismo burocrático, em meio à situação de agravamento a que chegou a crise geral de decomposição do imperialismo, que impõe nova partilha do mundo entre as superpotências e potências, com o ascenso da extrema direita por todo mundo, como busca desesperada do sistema imperialista por saída através da retirada de direitos dos trabalhadores, ataques a suas organizações sindicais, da restrição das liberdades democráticas, incremento da repressão sobre as massas populares e do incremento das guerras de agressão imperialista sobre os países oprimidos. Assim, o mundo entrou em novo período de grandes desordens e guerras de todo tipo, mas também de revoluções. E situação de nosso País está objetivamente atada a este cenário tormentoso. E nenhuma solução de seus grandes problemas poderá se dar fora do caminho de grandes embates das massas contra a extrema direita fora do governo ou nele, pois é quem encabeçará a defesa desesperada do sistema dessa velha ordem e da intervenção ianque em nosso País.
Assim que a ofensiva eleitoral da extrema direita, expressa nas urnas no dia 4 de outubro é parte disto, mas não pode só ser explicado pela dita “polarização” entre “esquerda e extrema direita”, tal como foi entre PT e PSDB de 1998 a 2014. A começar que tal “esquerda” não passa de uma fraude, pois se trata de uma esquerda burguesa. Na verdade, é uma polarização artificialmente criada pelos interesses de ambos lados e pelo próprio sistema político movido a corrupção e desmoralizado ante o povo. Falsa polarização para encobrir as reais contradições de nossa sociedade: a contradição entre o povo e este velho Estado burocrático-latifundiário (que se manifesta de modo contundente entre camponeses pobres e latifundiários), a contradição entre a nação brasileira e a dominação estrangeira, principalmente EUA e a contradição entre os trabalhadores e a grande burguesia. Desde 2015 há no País uma ofensiva contrarrevolucionária que avança sobre povo e contra os direitos conquistados em duras batalhas em décadas de luta pela classe operária e o campesinato, juntamente às lutas dos estudantes, professores, intelectualidade honesta e demais trabalhadores e pequenos proprietários da cidade e do campo, que o governo do oportunismo só tratou como disputa eleitoral.
Tal ofensiva foi lançada quando as massas estavam cansadas de tanta exploração, opressão e de promessas não cumpridas enquanto os poderosos faziam acordões nos gabinetes. Em 2013/14, as revoltas populares incendiaram o País, particularmente a juventude nas cidades se levantou com grande fúria em protesto. E como ficou marcado à época “não é só pelos 20 centavos”, foi contra as injustiças cotidianas que esmagam nosso povo, foi por saúde, educação, moradia digna, emprego, salário, terra para quem nela trabalha. Assim se seguiram com as ondas de ocupações de escolas secundaristas em 2015 e 2016, em São Paulo e no Paraná, principalmente, em defesa da educação pública, gratuita e a serviço do povo. Tais rebeliões de massas fizeram acender a luz vermelha das classes dominantes e seu guardião-mor Alto Comando das Forças Armadas (ACFA) sobre o perigo de revolução!
Compaginado com os planos ianques de incremento da militarização da América Latina, o ACFA desencadeou um processo de intervenção militar, passo a passo, e na onda da repressão aos protestos, da perseguição aos ativistas populares revolucionários, do assassinato e prisão de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, que agravou a crise política do País, criando o ambiente político para os maiores ataques aos direitos fundamentais do povo já vistos na história do país, principalmente com a “Reforma da Previdência” e com a infame “Reforma Trabalhista”. Além do mais, os governos de turno de Dilma-Temer e Bolsonaro pai, aprovaram e recrudesceram leis persecutórias “antiterrorismo” e aprimoraram a legislação para combater as massas em luta e os revolucionários com penas elevadíssimas para quem “domine território”, “ataque a policiais” etc. Sabemos que são apenas pretextos para criminalizar o protesto popular e a legítima autodefesa das massas ao revidarem os ataques covardes dos cães do latifúndio e toda a reação. Nada de aumento de pena para policiais covardes que cometem crime em serviço, que estupram, roubam e assassinam nosso povo todo dia nas favelas e no campo. Aliás, cadê a punição para os torturadores e assassinos de Amarildo? A Polícia no Brasil, em estados como Bahia, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro mata mais que a guerra na Ucrânia ou na Palestina!
Mas não nos enganemos: Flávio Bolsonaro e o ascenso da extrema direita são apenas a cara visível e grotesca da contrarrevolução mais aberta no poder, é preciso barrá-la de modo derrotar toda a contrarrevolução, o que só ´e possível com a luta dura e decidida das massas mobilizadas e sublevadas por todo País na cidade e no campo. Para isso é preciso nos mobilizar, lutar pelos nossos direitos que estão em risco e pela defesa da soberania da Nação, agredida e na bandeja da extrema direita pra ser entregue a seu amo EUA, ou nas mãos de outros vendilhões da pátria como o ministro José Múcio que garante “abrir a porteira” para as tropas imperialistas entrarem e nos tornar uma colônia, entregando nossas riquezas, saqueando os povos indígenas e destruindo nosso País, nossa cultura e nosso povo. Além da “flexibilização” das relações de trabalho que nos imporá uma nova forma de escravidão, além é claro, do encarceramento em massa da juventude pobre e preta, já que a extrema direita promete criar campos de concentração a céu aberto, da criminalização sem precedentes do povo (através da falsa luta contra o “crime organizado”), da criminalização completa e total de qualquer reivindicação popular e carta branca para as polícias matarem a sangue frio qualquer filho do nosso povo ou qualquer um que se levante contra a opressão, as injustiças e a exploração. Em suma, é a política da paz do cemitério, do abuso, da violência reacionária todo o tempo, da supressão de liberdades democráticas (que são muito mais do que poder votar, pois isso eles podem manter sem nenhum prejuízo para si próprios, como foi o regime militar que infelicitou a Nação por 21 anos e, inclusive, porque, a maioria dos atuais da extrema direita e fascistas de carteirinha, foram eleitos neste mesmo sistema da farsa eleitoral) e do direito de reunião, de organização, de greve e liberdade de imprensa.
A tarefa da juventude e do povo é seguir elevando o protesto popular, não sair das ruas, pois a história recente comprovou uma grande verdade: o fascismo e a intervenção imperialista não se combatem nas urnas; as últimas eleições foram as mais farsantes da história, feitas sob ingerência direta do EUA! Mesmo que fossem legítimas, a eleição de 2022 já tinha como um dos lados a extrema direita, que ao perder, tentou dar golpe e nem o STF, nem a eleição de Lula, nem Flávio Dino e nem nenhum deputado da falsa esquerda no Congresso teve como impedir, pois na verdade, o que fez Lula e o STF foi apaziguar os generais golpistas, aceitando livrar a cara de todos altos oficiais da ativa envolvidos. Não moveu uma palha em mobilizar as massas para dar a resposta do povo nas ruas de todo o País, quando a milicada dizia que o “povo estava nas portas dos quartéis pedindo a intervenção das forças armadas”, pior ainda, proibiu suas fileiras de fazer qualquer mobilização de massas contra os golpistas, chegando à covarde atitude até de proibir qualquer atividade na data dos 60 anos do maldito golpe militar de 64, resultando no encorajamento da extrema direita a se levantar. Lula, além de passar os 4 anos do mandato enchendo a burra, mais do que nunca, do latifúndio chegou a ridícula gaiatice de dizer que tinha rolado uma “química” em seu encontro com o pedófilo e genocida Donald Trump, amigo do Epstein. Portanto, para a extrema direita e seus propósitos golpistas, depois de tudo isto, está com muito mais força do que em 2022, tendo agora o apoio declarado do EUA que, em 2022 com Biden, proibira o Alto Comando das Forças Armadas de qualquer movimento golpista.
Por isso, só a mobilização com audácia e muita combatividade, como das últimas manifestações e atos, que tem levado medo aos fascistas, é que se pode combater o fascismo. O medo do povo se levantar, que encheu a Globo de pavor em 2013/14, e não sair mais das ruas, o medo de que o povo se desprenda do cabresto do assistencialismo e do esmagamento do “antes pouco do que nada” da política, políticos e partidos oficiais da ordem e tomar a iniciativa em suas lutas em defesa dos seus direitos pisoteados, combater a extrema direita e os fascistas. O medo de que a Revolução Agrária avance na destruição, parte por parte, do latifúndio bolsonarista, sua principal base de apoio.
Por isso, conclamamos a juventude e demais massas a se engajarem na luta sistemática e organizada contra o a extrema direita, o fascismo e as ameaças e intervenção do EUA no Brasil e na América, apoiar a Revolução Agrária e a se desfazer das ilusões com as “instituições” (hoje feita de concubinas de Vorcaro e que se tornarão cada vez mais fascistas), com a farsa eleitoral e com todo legalismo e eleitoralismo dos partidos da ordem. Combater Flávio Bolsonaro com mobilização e lutas na rua! Perde menos quem luta mais!
IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!
COMBATER E DERROTAR A EXTREMA DIREITA E O FASCISMO!
FORA IANQUES DA AMÉRICA LATINA!
VIVA A REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!
YANKEES GO HOME! REBELAR-SE É JUSTO!
Alvorada do Povo – AP
Coletivo Estudantil Filhos do Povo – CEFP
Mangue Vermelho – MV
Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR
Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR)
