Reprodução Alvorada do Povo.
Na última quarta-feira (20/5), milhares de estudantes marcharam pelas ruas da capital paulista em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. A manifestação reuniu estudantes da USP, UNESP, FATEC e UNICAMP, além de estudantes de universidades federais e das privadas da região, estudantes secundaristas e trabalhadores da educação. A marcha percorreu 7 km entre Largo da Batata, Avenida Brigadeiro Faria Lima, Av. Cidade Jardim, Ponte Cidade Jardim, Avenida dos Tajurás e a Avenida Morumbi.

O ato massivo marca mais um capítulo das Jornadas de Maio, da luta dos estudantes por melhorias estruturais nas estaduais, como mais financiamento para permanência estudantil, melhorias na refeição do bandejão, mais infraestrutura para a moradia universitária entre outras diversas reivindicações. Este é o terceiro ato, após a vitoriosa ocupação da REItoria e sua covarde desocupação pelas tropas da PM e seguindo a tônica das últimas manifestações, foi um ato marcado por muita combatividade dos estudantes. Estudantes do interior relataram tentativa de intimidação e desmobilização por parte da PMESP, os ônibus que os transportavam foram parados e submetidos à revistas que chegaram a durar 2 horas. Tentativa vã, já que o efeito foi contrário, despertando mais ódio e revolta nesses estudantes.
Mais uma vez, um mar de estudantes cobrindo seus rostos com máscaras sanitárias e balaclavas tomou as ruas de São Paulo, para desespero do monopólio de imprensa e outros defensores da “ordem”, fazendo valer a máxima de que a máscara é o rosto de quem luta.

Palavras de ordem contra o REItor Aluísio Segurado, o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas e a Polícia Militar foram entoadas pelos manifestantes, além de diversos cartazes denunciando as políticas privatistas aplicadas em larga escala nas universidades.
Estudantes do povo impõem a combatividade!
Nossa organização, Alvorada do Povo, conformou um efetivo com dezenas de estudantes independentes das diferentes universidades do estado com a faixa: ENFRENTAR A REITORIA E A VIOLÊNCIA POLICIAL COM GREVE DE OCUPAÇÃO! REBELAR-SE É JUSTO!

O contingente organizado em fileiras e colunas, marchou com escudos e pirulitos rememorando heróis e heroínas do povo, como Manoel Lisboa e Helenira Rezende e os combatentes da Guerrilha da Araguia. Várias palavras de ordem em defesa de colocar a universidade a serviço do povo, em defesa da revolução agrária e de nossos princípios cardeais de “servir ao povo de todo o coração” e “ser tropa de choque da revolução” foram puxadas.
A organização do contingente revolucionário chamou atenção dos estudantes presentes, bem como o desespero da reação que tentou segui-lo de perto, cerca de mil panfletos de nossa última nota conclamando a massa estudantil a seguir ocupando suas universidades foram distribuídos entre os manifestantes, angariando grande apoio.
Durante o trajeto, um influencer provocador de extrema-direita e seus bate-paus, foram repelidos e tirados da manifestação diante da organização da autodefesa dos estudantes, frustrando sua ideia de fabricar mais uma pantomima, de vídeos cuidadosamente editados onde os estudantes são expostos. Além de dezenas de policiais infiltrados (P2). Já perto do Palácio dos Bandeirantes, sinalizadores vermelhos foram acesos e o Hino da Revolução Agrária foi cantado pelos presentes.

A cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes a Polícia Militar genocida montou uma grande barreira policial, exibindo todos os seus meios de repressão, temendo que assim como foi na ocupação da REItoria as grades e portas do palácio fosse colocada abaixo pelos estudantes. Toda a mobilização dos estudantes e impulso das lutas pelo estado é uma vitória importante das Jornadas de Maio, já o teatrinho montado pelo governo estadual para receber uma carta de reivindicações de forma totalmente burocrática, é uma farsa de Tarcísio de Freitas para dissimuladamente tentar manter sua faixada de “bom-moço moderado”. As verdadeiras conquistas e negociações não serão conquistadas nos limites impostos pelo velho Estado, e sim através da luta combativa, assim como afirmamos que a ocupação da REItoria era decisiva para dar um passo adiante na greve, agora o terreno é complemente favorável para cobrir o estado de cima a baixo com novas ocupações para derrotar a burocracia universitária e alcançar novas conquistas, derrotando a burocracia universitária e a repressão parte por parte.
